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Guerra no Irão Mundo

Israel reafirma objectivo de só parar a guerra quando eliminar ameaças

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O chefe da diplomacia israelita, Gideon Saar, insistiu hoje que a guerra contra o Irão vai durar até que sejam eliminadas as "ameaças existenciais" que o país representa para Israel.

"Queremos acabar com as ameaças existenciais do Irão a longo prazo, não queremos ir todos os anos para outra guerra", declarou Saar, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

A guerra foi desencadeada por uma ofensiva militar de grande escala que Israel e os Estados Unidos lançaram conjuntamente contra o Irão em 28 de fevereiro.

O Irão respondeu com ataques contra Israel e contra países vizinhos, sobretudo os que acolhem bases militares norte-americanas.

Saar elogiou a coordenação político-militar diária com Washington e aproveitou uma visita à aldeia árabe de Zarzir, no norte de Israel, onde na sexta-feira um míssil iraniano causou 58 feridos sem gravidade, para acusar Teerão de atacar civis.

O ministro acusou o Irão de cometer "crimes de guerra", afirmando que os recentes lançamentos de mísseis a partir do Irão apenas causaram vítimas entre civis.

A agência EFE não conseguiu contrastar estas afirmações, uma vez que a censura militar israelita proíbe a publicação de informações sobre ataques se ocorrerem em infraestruturas críticas ou militares, alegando razões de segurança.

Zarzir situa-se numa região com muitas aldeias de maioria árabe israelita.

A população palestiniana permaneceu em Israel após a declaração de independência em 1948 e a expulsão e fuga de cerca de 700 mil palestinianos na conhecida "nakba" (desastre, em árabe).

Durante a visita, um representante do município agradeceu a Saar o apoio e confirmou que a queda do míssil causou 58 feridos, nenhum com gravidade.

Disse que a população conseguiu salvar-se graças aos refúgios antiaéreos.

Doze pessoas morreram em Israel devido aos mísseis iranianos desde o início da guerra, que vai no 16.º dia.

No Irão, os ataques israelitas já causaram a morte de pelo menos 1.230 pessoas, segundo o último balanço oficial iraniano, de 05 de março.

Relativamente ao Líbano, Saar disse que Israel não mantém "disputas graves com o Estado", mas sim com o Hezbollah.

Justificou que o grupo xiita libanês age sob as instruções de Teerão ao lançar ataques contra Israel a partir de território libanês.

Saar também criticou o Governo libanês por não ter tomado medidas eficazes para travar as ações do Hezbollah.

Afirmou que a normalização e a paz com o Líbano dependem de o grupo xiita cessar as agressões contra Israel.

Israel começou a ofensiva aérea contra o Líbano em 02 de março, depois de o Hezbollah ter atacado o norte do país em resposta ao assassínio do então líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

O número de mortos pela campanha de bombardeamentos israelitas contra o Líbano ascende já a 826 e o de feridos supera os 2.000, segundo dados de sábado.

O conflito causou também mais de 800 mil deslocados no Líbano.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediu 19 milhões de dólares (16,6 milhões de euros, ao câmbio atual) para ampliar a resposta de emergência ao êxodo interno.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, visitou Beirute na sexta-feira e no sábado em solidariedade para com o povo libanês, que disse ter sido arrastado para a guerra sem o desejar, numa referência à intervenção do Hezbollah contra Israel.

Guterres apelou às partes beligerantes para pararem os confrontos e optarem pela diplomacia e as negociações para revolver o conflito.