Avião de reabastecimento norte-americano despenha-se no Iraque
Um avião de reabastecimento norte-americano despenhou-se no oeste do Iraque, anunciou hoje o Comando Central dos EUA (Centcom), adiantando que a perda do KC-135 "não foi causada por fogo inimigo ou amigo".
"As operações de resgate estão em curso", acrescentou o Centcom em comunicado, referindo que outra aeronave envolvida no acidente aterrou em segurança.
O Centcom referiu ainda que o incidente "ocorreu em espaço aéreo amigo durante a Operação Epic Fury", em que os EUA e Israel têm atacado o Irão.
Não foram fornecidos detalhes sobre o número de pessoas a bordo da aeronave ou o seu estado de saúde atual.
"Mais informações serão fornecidas à medida que os destacamentos ocorrerem", concluiu o Centcom, solicitando paciência enquanto "reúne detalhes adicionais e presta esclarecimentos às famílias dos militares" envolvidos.
A perda do KC-135 marca o quarto acidente aéreo de aeronaves norte-americanas desde o início da guerra contra o Irão, após o abate de três caças F-15 por fogo amigo do Kuwait.
Com 41,5 metros de comprimento e quase 40 metros de envergadura, o Boeing KC-135 "Stratotanker" possui quatro motores e uma capacidade de carga útil até mais de 38 toneladas, dependendo da sua configuração.
Sobre a duração do conflito no Médio Oriente, o presidente norte-americano, Donald Trump, garantiu hoje que a guerra com o Irão está a "avançar rapidamente", reiterando a sua visão otimista sobre o desenvolvimento do conflito, para o qual ainda não apresentou um calendário.
Durante um evento na Casa Branca, o republicano defendeu que "o que é preciso fazer está a ser feito" para alcançar os objetivos dos EUA no Médio Oriente.
A breve referência ao conflito foi feita pelo Presidente durante um evento do Mês da História das Mulheres, ao qual compareceu acompanhado pela primeira-dama Melania Trump.
Antes, Trump tinha declarado que o aumento dos preços do petróleo provocado pela guerra e a interrupção do fluxo através do Estreito de Ormuz trariam "muito dinheiro" aos Estados Unidos, o maior produtor mundial de petróleo.
O presidente tem mantido um tom positivo em relação ao estado da guerra, treze dias depois do lançamento da Operação Fúria Épica contra Teerão, chegando a afirmar, sem provas, que o conflito está ganho, embora diga que a ofensiva vai continuar.
A guerra, na qual morreram sete soldados norte-americanos e que provocou um aumento dos preços da gasolina devido ao bloqueio no Golfo Pérsico, poderá afetar o desempenho de Trump antes das eleições intercalares de novembro, nas quais está em causa a maioria republicana no Congresso.