Guarda Revolucionária abate F-15 norte-americano a sul de Teerão
O subcomandante da Guarda Revolucionária iraniana afirmou hoje que um caça F-15 norte-americano foi abatido a sul de Teerão e não há aeronaves dos Estados Unidos a menos de 700 quilómetros das fronteiras do Irão.
O general Ali Fadavi garantiu, em entrevista à televisão estatal iraniana, que o Irão vai reforçar o sistema de defesa aérea "para que nenhum caça possa aproximar-se novamente", ainda que, desde 02 de março, as Forças Armadas norte-americanas tenham afirmado que têm superioridade aérea sobre o Irão.
"A Marinha dos Estados Unidos fugiu da iraniana porque sabia que (...) ela tem planos para afundar os navios norte-americanos", pelo que se afastaram mais de mil quilómetros, acrescentou Fadavi.
Nem os Estados Unidos, nem qualquer fonte independente confirmaram esta informação.
Fadavi sublinhou ainda que, desde terça-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, procurou pessoalmente um cessar-fogo através de intermediários, o que interpretou como um sinal de que "o inimigo não está a ganhar a guerra".
O Irão garantiu que não vai permitir que "nem um litro de petróleo" atravesse o estreito de Ormuz em benefício dos Estados Unidos, Israel ou parceiros, e que qualquer navio ligado a eles será um "alvo legítimo" para Teerão.
Na terça-feira, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, garantiu que a Marinha dos Estados Unidos não escoltou nenhum petroleiro em Ormuz após o secretário de Energia, Chris Wright, ter eliminado uma publicação nas redes sociais na qual afirmava que um navio havia sido escoltado com sucesso.
A situação no estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial e grande parte dos minerais estratégicos, alterou o mercado internacional de petróleo depois que a Guarda Revolucionária do Irão ter ameaçado atacar qualquer navio que o cruzasse.
Fadavi ameaçou, na mesma entrevista, os Estados Unidos e Israel com uma "guerra de desgaste" e a destruição da economia global.
"Eles [Estados Unidos e Israel] devem considerar a possibilidade de estarem envolvidos numa guerra de desgaste a longo prazo que destruirá toda a economia americana, bem como a economia global, e levará à erosão de todas as suas capacidades militares até à destruição total", disse.
A força ideológica do Irão reivindicou a autoria de vários ataques contra navios comerciais no estreito de Ormuz e realçou que "os agressores americanos e os parceiros não têm o direito de passar" por esta via navegável de importância estratégica.
Os ataques iranianos a infraestruturas no golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, incluindo três que atingiram navios mercantes, estão a obrigar as grandes potências a organizarem-se face à subida dos preços do petróleo, sobretudo recorrendo às reservas.
Em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que respondeu com ataques contra alvos em Israel e bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também atingiram Chipre, Azerbaijão e Turquia.