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PSD espera "cooperação interinstitucional intensa" com Seguro

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A primeira vice-presidente do PSD, Leonor Beleza, afirmou hoje que o partido espera uma "cooperação interinstitucional intensa" com António José Seguro, garantindo da parte dos sociais-democratas uma "colaboração leal e frutífera".

Leonor Beleza reagiu hoje, em nome do PSD, à vitória de António José Seguro nas presidenciais, depois de ter sido a única dirigente nacional de topo dos sociais-democratas a manifestar apoio a um dos candidatos, precisamente ao antigo secretário-geral do PS, que teve como adversário na segunda volta André Ventura, presidente do Chega.

"Estamos neste momento com três anos e meio em que não haverá eleições nacionais. É muito importante que utilizemos este tempo precioso em benefício de todos os portugueses, com uma cooperação interinstitucional intensa, com capacidade de diálogo, de resolver os assuntos, de encontrar soluções para aquilo que são problemas reais dos portugueses", afirmou.

Leonor Beleza salientou que o PSD confia que o próximo chefe de Estado partilhará com o partido estes objetivos.

"Quererá ele, tanto como nós, que a cooperação interinstitucional entre órgãos de soberania durante estes anos se traduza, na verdade, em resultados visíveis ao nível do desenvolvimento do nosso país e da coesão social entre os portugueses", disse.

Na sua declaração, Leonor Beleza começou por saudar o povo português que "demonstrou que a democracia não é adiável".

"O povo português votou, escolheu. Saudamos todos, em particular todos aqueles que participaram de alguma maneira no processo, incluindo todos aqueles que ajudaram outros a ir votar", afirmou, salientando que esta eleição decorreu num momento em que o país está a passar por "grandes dificuldades".

Depois, saudou o novo Presidente eleito, desejando-lhe, em nome do PSD, "muitos sucessos".

"Desejamos-lhe que consiga alcançar os seus objetivos e também entendemos que o seu sucesso será o sucesso e o êxito também dos portugueses. Por parte do PSD, garantimos uma colaboração leal, permanente, frutífera no interesse dos portugueses, de todos os portugueses", afirmou.

Leonor Beleza realçou o difícil momento no contexto nacional, em virtude do mau tempo e das suas consequências, mas também internacional.

"Precisamos de uma situação em que os órgãos de soberania possam cooperar uns com os outros, em benefício dos portugueses, para obtermos resultados como desejamos para todos, que se traduzam em maior riqueza para os portugueses, em maior capacidade de ajudar aqueles que porventura precisam mais", desejou.

António José Seguro tornou-se hoje no sexto Presidente da República eleito da democracia portuguesa, ultrapassando a barreira dos três milhões de votos expressos, algo que anteriormente só Mário Soares, António Ramalho Eanes e Jorge Sampaio tinham conseguido.

Na segunda volta destas eleições presidenciais, o antigo secretário-geral do Partido Socialista superou os três milhões de votos quando ainda faltavam apurar 42 freguesias e nove consulados, de acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

Dos mais de 11 milhões de inscritos, mais de 3,3 milhões votaram em Seguro, com André Ventura a obter mais de 1,6 milhões de votos, segundo os dados às 21:30, que apontavam para um abstenção próxima dos 50%.