Líder da oposição venezuelana González Urrutia celebra libertação de presos políticos
O líder da oposição venezuelana Edmundo González Urrutia celebrou as libertações de hoje de presos políticos, e exigiu a libertação dos restantes detidos políticos no país, 687 segundo a contagem da organização Foro Penal.
"A libertação de vários presos políticos ocorrida hoje não exigiu uma lei para se dar. Estou feliz por eles estarem fora dos calabouços", declarou o líder da oposição, num contexto em que se espera a aprovação de uma lei de amnistia para os presos políticos na Venezuela.
Na rede social X González Urrutia enfatizou que estas libertações "não equivalem a liberdade plena", uma vez que os processos permanecem em aberto e as medidas restritivas persistem.
"Continuamos a exigir a libertação plena e imediata de todos os presos políticos e o fim definitivo dos processos judiciais arbitrários", afirmou o líder da oposição, que reivindica a presidência da Venezuela desde o exílio, alegando ter derrotado Nicolás Maduro nas eleições presidenciais de 2024.
Hoje o dirigente da oposição Juan Pablo Guanipa, aliado próximo de María Corina Machado e um dos mais acérrimos críticos do chavismo, foi libertado.
Os ativistas políticos Aldo Rosso, Naomi Arnaudez, Albany Colmenares e Nikoll Arteaga também foram libertados, segundo relatos dos partidos da oposição Vontade Popular e Vento Venezuela na rede social X.
Foro Penal --- organização que lidera a defesa dos presos políticos na Venezuela --- confirmou 11 libertações até às 15:00 locais (19:00 em Portugal) de hoje, mas indicou que estão a acontecer outras.
Estas libertações fazem parte de um processo de libertação de reclusos anunciado há um mês pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, após a detenção de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.
Pelo menos 391 presos políticos foram libertados na Venezuela desde 08 de janeiro, segundo uma contagem publicada no sábado pela maior coligação da oposição, enquanto a organização não-governamental contabiliza 383.
O Governo afirma que o processo de libertação começou em dezembro de 2015 e que, desde então, cerca de 895 pessoas foram libertadas com medidas cautelares, embora não tenha publicado listas que permitam a verificação dos casos.