Candidatura de Seguro diz que portugueses demonstraram resiliência e compromisso democrático
O diretor de campanha da candidatura presidencial de António José Seguro, Paulo Lopes Silva, afirmou hoje que os portugueses demonstraram a sua resiliência e "compromisso com a República" e solidarizou-se com quem não pôde votar devido às tempestades.
"Aparentemente, teremos uma participação eleitoral em linha com a primeira volta e com isso [os eleitores] demonstraram a sua resiliência, mas acima de tudo o seu compromisso com Portugal e o seu compromisso com a República", disse aos jornalistas em reação às projeções das televisões à abstenção na segunda volta das eleições presidenciais.
O diretor de campanha de Seguro e deputado do PS, que falava nas Caldas da Rainha, onde está instalado o quartel-general de António José Seguro, começou por dirigir-se a "todas as populações que foram afetadas nas últimas semanas pelo mau tempo e que por esse motivo não puderam esta noite exercer o seu direito de voto", desejando que possam fazê-lo, depois de retomada a normalidade, no próximo domingo.
Paulo Lopes Silva salientou também que a candidatura de Seguro "procurou fazer uma campanha pela positiva, centrada nas ideias, que devolvesse esperança aos portugueses" e desse voz a quem quer um país "mais ambicioso".
O socialista concluiu a declaração sinalizando a democracia como "bem maior" que é preciso proteger e considerando que "os portugueses, neste dia, mais uma vez disseram sim à democracia".
As projeções das televisões para a abstenção na segunda volta das eleições presidenciais de hoje indicam que deverá situar-se entre os 37,5 % e os 48%.
A RTP avançou às 19:00 uma previsão de abstenção entre 42% e 48%, enquanto as projeções da SIC e da TVI apontam uma previsão entre 37,5% e 42,5%.
A primeira volta das eleições presidenciais realizou-se em 18 de janeiro e foi a mais concorrida, com 11 candidatos, e votaram 52,26% dos perto de 11 milhões de eleitores inscritos.