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Explicador Madeira

Proteger as crianças do on-line

Oito medidas para manter as crianças seguras na internet

Na próxima terça-feira, dia 10, assinala-se o Dia da Internet Mais Segura, uma data que pretende sensibilizar os cidadãos, em especial os mais jovens, para os riscos da internet. 

Esta iniciativa da Comissão Europeia teve início em 2004 no âmbito do primeiro plano de acção para uma internet mais segura, como iniciativa do projecto 'SafeBorders' financiado pela União Europeia. Posteriormente, foi retomada pela Insafe, a rede de Centros para uma Internet Mais Segura.

Todos os anos esta efeméride apela à acção dos intervenientes envolvidos na criação de um ambiente digital mais seguro e melhor para os jovens utilizadores, incluindo: decisores a nível da União Europeia, nacional e internacional; representantes da indústria; organizações da sociedade civil; educadores e pais e os próprios jovens. 

Segundo a página on-line da Comissão Europeia "a internet é uma ferramenta poderosa com enormes oportunidades de aprendizagem, melhoria de competências e aquisição de novas capacidades e conhecimentos. No entanto, com as oportunidades vêm os riscos". 

Em 2026 este dia assinala a 23.ª edição, com os Centros para uma Internet mais Segura em toda a Europa e fora dela a colherem eventos, conferências e actividades em escolas, cinemas e outros espaços, para salientar a importância de experiências on-line segura

A Polícia de Segurança Pública lembra também que a internet deve ser um espaço de aprendizagem, diversão e segurança, especialmente para as crianças. Neste sentido, deixa oito dicas para proteger as crianças on-line:

  • Atrasar o início da utilização da internet e de aparelhos electrónicos: Quanto mais tarde as crianças começarem a utilizar aparelhos electrónicos, melhor;
  • Explorar a internet em conjunto com as crianças: Pais e/ou encarregados de educação devem acompanhar a criança quando utiliza dispositivos. Devem descobrir em conjunto jogos e aplicações seguras e adequadas à idade da crianças;
  • Criar tempo e espaço para estar on-line: Devem ser definidas regras claras, como momentos específicos, duração limitada e sempre em espaços comuns da casa;
  • Conversas sobre a segurança on-line: Deve ser explicado à criança que nem tudo o que aparece na internet corresponde à realidade e que deve falar com um adulto de confiança sobre quaisquer dúvidas que tenha;
  • Activar controlos parentais: Configurar filtros de conteúdo, restrições de idade e limites de acesso em dispositivos, apps e plataformas para proteger contra conteúdos inadequados;
  • Ensinar a não partilhar dados pessoais: Explicar que informações como nome completo, escola, morada, fotos ou localização não devem ser partilhadas on-line;
  • Acompanhar o que fazem on-line: Manter-se atento às actividades digitais das crianças, saber quais os jogos que usam, os vídeos que veem e com quem comunicam;
  • Dar o exemplo de equilíbrio: As crianças aprendem mais pelo exemplo do que pelas palavras. Se virem adultos a usar a tecnologia com equilíbrio e cuidado, vão aprender a fazer o mesmo.

"A internet pode ser um óptimo lugar para aprender e brincar, mas a melhor protecção das crianças é a atenção, o diálogo e o exemplo dos adultos", reitera a Polícia de Segurança Pública.