PSP de Leiria instala câmaras de videovigilância em instalações críticas
A Polícia de Segurança Pública (PSP) instalou câmaras de videovigilância junto de instalações críticas de fornecimento de água e eletricidade, em Leiria e na Marinha Grande, afirmou hoje à agência Lusa o comandante distrital de Leiria.
Domingos Urbano Antunes explicou que a medida representa um esforço complementar à "vigilância humana", dado o facto de a PSP estar a "empenhar um elevado efetivo" devido ao impacto do mau tempo.
"Para não estarmos ainda a empenhar mais elementos, entendemos que era claramente ajustado e proporcional colocarmos a videovigilância sobre essas áreas onde esses equipamentos críticos estão localizados", adiantou.
Domingos Urbano Antunes referiu que a PSP dispõe de câmaras de videovigilância e que a medida tem em conta "o contexto de calamidade associado à lei de videovigilância [diploma que regula a utilização e o acesso pelas forças e serviços de segurança e pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil a sistemas de videovigilância para captação, gravação e tratamento de imagem e som]".
"Entendemos que era absolutamente essencial e crucial para o desenvolvimento da nossa atividade procedermos à vigilância destas áreas, onde se encontram estas instalações críticas", com geradores e depósitos de combustível, da E-Redes e dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Leiria.
A medida contempla "sobretudo geradores que abastecem e fornecem energia elétrica para as populações".
"São muito procurados e, tendo em conta que acomodam muitos litros de gasóleo, existe a propensão sempre para alguém ir lá furtar", reconheceu.
O objetivo da medida do Comando Distrital de Leiria da PSP visa prevenir "interrupções de fornecimento de energia elétrica, que é danoso para a vida comunitária", e também da água, "porque as estações elevatórias precisam de ter esses geradores, para bombear depois a água para a rede pública".
Até ao momento, não há registo de furtos de geradores e de combustível.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.