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Seleccionador dos Países Baixos "feliz e sem palavras" com conquista

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Foto Rui Silva / ASPRESS

Os Países Baixos revalidaram hoje o título de campeões da Europa femininos de polo aquático, ao vencerem a Hungria na final do Europeu a decorrer no Funchal, Madeira, no desempate por grandes penalidades.

Após uma igualdade a 10 golos no tempo regulamentar, foram os penáltis a decidir a contenda, e nesse momento as neerlandesas foram perfeitas, marcando os cinco remates que tentaram, enquanto as húngaras falharam uma das tentativas.

Antes, a partida teve várias reviravoltas no marcador, mas acabou por coroar uma das seleções favoritas, que trazia o título de 2024 como 'credencial', chegando ao sétimo título no palmarés do torneio -- ninguém soma mais do que cinco.

De resto, a equipa orientada por Evangelos Doudesis completou o torneio invicta, sem qualquer derrota, consumando o favoritismo no Complexo Olímpico de Piscinas do Funchal.

Por seu lado, as húngaras voltaram a perder uma grande final internacional, depois de em 2025 terem sido 'vices' mundiais, à custa da Grécia, embora hoje tenham entrado melhor, vencendo o primeiro período por 3-1.

No segundo parcial, permitiram a reviravolta, indo as neerlandesas para o intervalo de maior duração a vencer por 5-4, mas a Hungria voltou a entrar melhor, passando para a frente (6-5).

Os Países Baixos voltaram a 'virar' (7-6), mas no quarto período, à entrada para os últimos seis minutos, o placar marcava 8-8, e a igualdade manteve-se até final, decidindo-se a contenda nos penáltis.

Antes, a Grécia ficou com a medalha de bronze pelo segundo Europeu consecutivo, continuando à espera do primeiro título mundial, tendo a campeã do mundo imposto um 15-8 à Itália no jogo pelo último lugar do pódio.

Bea Ortiz, de Espanha, e Vasiliki Plevritou, da Grécia, acabaram como melhores marcadoras do torneio, com 25 golos, cada, enquanto Maria Machado foi a melhor portuguesa e uma das melhores da competição, com 18, contribuindo para o 12.º posto do conjuto luso.

O selecionador dos Países Baixos mostrou-se hoje "feliz e sem palavras" pela revalidação do título europeu feminino de polo aquático, no Funchal, Madeira, deixando elogios à finalista vencida, a Hungria.

"Não conseguimos fechar o jogo antes, mas vencemos nos penáltis, estou feliz e sem palavras", limitou-se a dizer Evangelos Doudesis, que levou a sua equipa a vencer o torneio de forma invicta, e com um triunfo nos penáltis na final, após o 10-10 no tempo regulamentar.

Segundo Doudesis, no final de um grande jogo, "alguém tinha de ganhar e alguém tinha de perder".

"As diferenças entre as duas seleções são nulas. Acabámos por ter mais sorte nos penáltis e ganhámos desta feita, mas a Hungria foi extraordinária", afirmou.

Por seu lado, Sandor Cseh, que lidera a equipa técnica da Hungria, salientou o "grande torneio" que as suas comandadas fizeram, a começar no Grupo B, em que também bateram Portugal, assim como a campeã olímpica Espanha.

"Para nós, foi uma boa competição, por isso, estou triste mas contente ao mesmo tempo. Hoje, fizemos tudo pela vitória, jogámos bem, mas não tivemos a sorte do dia", declarou.

Mostrando-se "muito orgulhoso" de uma equipa que voltou a perder uma grande final, depois do Mundial de 2025 ante a Grécia, deu os parabéns às suas jogadoras e expressou o desejo de "melhorar daqui para a frente".

As neerlandesas repetiram o triunfo de 2024 e chegaram ao sétimo título no palmarés do torneio -- ninguém soma mais do que cinco, no caso a Itália.

Por seu lado, as húngaras, três vezes campeãs da Europa, voltaram a perder uma grande final internacional, depois de em 2025 terem sido 'vices' mundiais, à custa da Grécia, e completaram uma década desde o último título continental.