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Guerra no Irão Mundo

Israel diz à ONU que operação é contra regime radical

FOTO OLGA FEDOROVA/EPA
FOTO OLGA FEDOROVA/EPA

O embaixador de Israel na ONU disse hoje ao Conselho de Segurança que o povo iraniano não é inimigo e que a operação militar naquele país "é contra o regime radical" que levou ao isolamento internacional.

Danny Danon salientou que o mundo "não teme um Irão livre, teme um regime radical" e afirmou que Israel agiu para evitar "uma ameaça irreversível".

O diplomata acrescentou que os mísseis balísticos lançados contra o território israelita "não podem ser ignorados".

O povo iraniano "não é nosso inimigo", prosseguiu Danny Danon, referindo que "a via diplomática esgotou-se".

O Irão "não cumpriu os seus compromissos, continuou o enriquecimento de urânio, não permitiu inspeções, reforçou as suas instalações militares e continuou a financiar grupos terroristas na região", apontou.

"Continuaram a protelar-nos", acusou, sublinhando que "Israel não pode permanecer passivo" perante "uma ameaça direta e iminente".

Além disso, "o povo iraniano merece algo melhor", rematou.

Antes do seu discurso, o embaixador já tinha explicado à imprensa que a operação israelita prosseguia objetivos específicos: eliminar as ameaças imediatas, desmantelar o programa nuclear iraniano, neutralizar as suas capacidades navais e balísticas e desarticular a rede de aliados que, segundo Israel, destabiliza a região.

Salientou que estas ações visam "proteger a sua população e garantir a segurança do país" contra "um regime que ignora sistematicamente as resoluções internacionais".