Israel diz à ONU que operação é contra regime radical
O embaixador de Israel na ONU disse hoje ao Conselho de Segurança que o povo iraniano não é inimigo e que a operação militar naquele país "é contra o regime radical" que levou ao isolamento internacional.
Danny Danon salientou que o mundo "não teme um Irão livre, teme um regime radical" e afirmou que Israel agiu para evitar "uma ameaça irreversível".
O diplomata acrescentou que os mísseis balísticos lançados contra o território israelita "não podem ser ignorados".
O povo iraniano "não é nosso inimigo", prosseguiu Danny Danon, referindo que "a via diplomática esgotou-se".
O Irão "não cumpriu os seus compromissos, continuou o enriquecimento de urânio, não permitiu inspeções, reforçou as suas instalações militares e continuou a financiar grupos terroristas na região", apontou.
"Continuaram a protelar-nos", acusou, sublinhando que "Israel não pode permanecer passivo" perante "uma ameaça direta e iminente".
Além disso, "o povo iraniano merece algo melhor", rematou.
Antes do seu discurso, o embaixador já tinha explicado à imprensa que a operação israelita prosseguia objetivos específicos: eliminar as ameaças imediatas, desmantelar o programa nuclear iraniano, neutralizar as suas capacidades navais e balísticas e desarticular a rede de aliados que, segundo Israel, destabiliza a região.
Salientou que estas ações visam "proteger a sua população e garantir a segurança do país" contra "um regime que ignora sistematicamente as resoluções internacionais".