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Direito de resposta

Na sequência do artigo de opinião de Paulo Cafôfo, publicado no DIÁRIO a 3 de Fevereiro, recebemos este direito de resposta do secretário-geral do JPP, Élvio Sousa:

“CARTA ABERTA À LIBERDADE DE EXPRESSÃO. Publicou Paulo Cafôfo (PC) um artigo de opinião, a 3 de fevereiro de 2026, intitulado “Carta aberta a Miguel Albuquerque e a Élvio Sousa”, com um extenso rol de considerandos, e que a propósito do direito constitucional da liberdade de expressão, gostaria de responder.

Em primeiro lugar fiquei extremamente lisonjeado pelo fato de PC ter-me atribuído significativa relevância política; passe a falsa modéstia, numa altura em que o JPP, como maior partido da oposição, continua a ganhar simpatia pelas mais diversas correntes cívicas, e posiciona-se, cada vez mais, ao centro. Como diziam os romanos, “Virtus in medium est”, ou seja, a virtude está no meio.

Na verdade, e após ler, à posterior, essa extensa carta, fiquei com uma impressão muito clara que havia a tentativa de forçar que eu próprio me posicionasse publicamente pela preferência de um candidato presidencial. O que na verdade constitui mais uma atitude de ansiedade pessoal e política por parte de PC.

Normalmente neste caso, e a minha opção foi meramente a pensar no partido e não nas minhas convicções ou opções pessoais, quem tenta, a todo o custo, forçar ou pressionar os demais, está mais carregado de pressão e de tensão. É uma leitura realista, e perfeitamente enquadrada na conjuntura atual.

E há um aspeto interessante do artigo, pois o PC nomeia e identifica o destinatário, permitindo, assim, a pluralidade e frontalidade da reação. Coisa que não acontece com outros escribas, que ao escreverem diversos artigos de opinião neste ou noutro matutino, seja por medo ou por carência de coragem pessoal ou institucional, não nomeiam o alvo. Recordo, por exemplo, o caso de Bruno Melim, Bruno Macedo e um jotinha de Santa Clara, que não se submetem ao juízo racional e arbitrário da razão. Nesses casos, o PC foi manifestamente superior, altivo e fortemente corajoso. Quem aponta, dispara, sem medo!

Por último, manifesto este escrito para que saiba que quase toda a opinião pode ter um contraditório, no âmbito da liberdade de expressão.

Caro Paulo Cafôfo, na “Carta de São Paulo aos Romanos”, Paulo exorta uma mensagem forte e direta:

“Ora, como é que tu, que ensinas os outros, não te ensinas a ti próprio? Pregas que não se deve roubar, e roubas (…)”.

A liberdade de expressão, como doutrina ou direito constitucional, também ensina que às vezes devemos ouvir mais e falar menos.”