Conselho de Segurança da ONU faz hoje reunião de emergência
O Conselho de Segurança da ONU vai realizar hoje uma reunião de emergência para debater a situação no Irão, na sequência dos ataques lançados pelos Estados Unidos e Israel, anunciou a presidência rotativa do organismo.
A reunião, que será liderada pelo Reino Unido - país que ocupa atualmente a presidência mensal rotativa antes de os Estados Unidos assumirem o cargo, em março -, está marcada para as 16:00 locais (21:00 em Lisboa).
Segundo um porta-voz da presidência rotativa, citado pela agência de notícias espanhola EDE, a reunião de emergência foi convocada "a pedido de vários membros" do Conselho de Segurança.
O secretário-geral da ONU também se pronunciou sobre o conflito, condenando os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, e as consequentes retaliações iranianas, e lembrando que a situação põe em causa a segurança internacional.
Guterres condena ataques militares e pede fim das hostilidades
O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou hoje os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irão e as retaliações iranianas, argumentando que a situação põe em causa a segurança internacional, e apelou ao fim imediato das hostilidades.
"Condeno a escalada militar de hoje no Médio Oriente", afirmou António Guterres numa mensagem publicada nas redes sociais, na qual acrescentou que "o uso da força por parte dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, e a subsequente retaliação iraniana em toda a região, minam a paz e a segurança internacionais".
Lembrando que todos os Estados-membros das Nações Unidas devem respeitar as obrigações impostas pelo Direito internacional, incluindo pela Carta da ONU, Guterres referiu que este documento proíbe claramente "a ameaça do uso da força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os propósitos das Nações Unidas".
Por isso, o líder da ONU apelou "à cessação imediata das hostilidades" e à diminuição das tensões na região sob pena de haver "um conflito regional mais vasto, com graves consequências para os civis e para a estabilidade regional".
Guterres pediu ainda que os países em conflito voltem à mesa de negociações.
Os Estados Unidos e o Irão estiveram esta semana em Genebra, na Suíça, a discutir o programa nuclear iraniano, tendo marcado para a próxima semana em Viena mais "discussões técnicas".
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje que os Estados Unidos iniciaram "grandes operações de combate no Irão" e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o ataque tem como objetivo "eliminar uma ameaça existencial representada" pelo regime iraniano.
Ataque de Israel e EUA é operação contra "ameaça existencial"
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, classificou hoje o ataque ao Irão como uma operação contra "a ameaça existencial" iraniana.
O Irão respondeu, com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e países vizinhos, como Arábia Saudita, Bahrein e Qatar.
Qatar condena ataque com mísseis iranianos e reserva direito de resposta
O Qatar condenou hoje um ataque com mísseis iranianos contra o país, depois de várias explosões terem sido ouvidas em Doha.