Sindicato rejeita acusações de difamação e diz que instituição tentou impedir plenário
O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas do Sul e Regiões Autónomas veio hoje a público, através de comunicado, responder às acusações de “calúnias e difamação” lançadas por um grupo de trabalhadores do Centro Social e Paroquial de São Bento, na Ribeira Brava, rejeitando “categoricamente” qualquer intenção desestabilizadora e defendendo a legalidade de toda a sua actuação.
Em esclarecimento divulgado na sequência da manifestação realizada na passada terça-feira à porta da Unidade de Alzheimer daquela instituição, o sindicato sublinha que o plenário de trabalhadores que esteve na origem da polémica foi convocado ao abrigo do artigo 461.º do Código do Trabalho, constituindo “exercício legítimo de actividade sindical”.
Sindicato preocupado com a forma como os trabalhadores estão a ser tratados nas instituições de solidariedade social
O Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul Regiões Autónomas, continua a demonstrar "enorme preocupação pela forma como os trabalhadores estão a ser tratados nas instituições de solidariedade social".
Trabalhadores do Centro Social de São Bento rejeitam acusações do sindicato
Um grupo de trabalhadores do Centro Social e Paroquial de São Bento, incluindo profissionais da Unidade de Alzheimer, manifestou-se esta terça-feira junto à porta daquela valência, na Ribeira Brava, em reacção ao comunicado do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, que consideram conter "calúnias e difamação".
Porém, o sindicato vai mais longe e revela que a realização desse plenário “apenas foi viabilizada após sucessivas comunicações dirigidas à entidade empregadora e subsequente intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho”, uma vez que a instituição “colocava entraves à sua realização”. Para o sindicato, este facto demonstra que, “se alguém se encontra de má-fé ou com segundas intenções, não é o sindicato”.
A estrutura sindical esclarece ainda que o comunicado em causa não visou exclusivamente o Centro Social e Paroquial de São Bento, inserindo-se antes “numa análise mais ampla das condições laborais nas instituições de solidariedade social”, nomeadamente no que respeita a salários, condições de trabalho e situações de pressão laboral relatadas por trabalhadores do sector.
Quanto ao plenário em si, o sindicato informa que contou com a participação de mais de duas dezenas de trabalhadores e decorreu “dentro da normalidade, num ambiente democrático e participativo”. Em contraste, considera que a manifestação promovida posteriormente “por um pequeno grupo” não representa a totalidade dos profissionais da instituição. O sindicato lamenta mesmo que esse grupo “não tenha estado no plenário” nem percebido o conteúdo do comunicado, acrescentando que metade dos trabalhadores que pretende representar são, afinal, associados do próprio sindicato.
Num tom mais assertivo, a estrutura sindical afirma não se intimidar “com atitudes de uma pequena minoria” e recorda que foi necessário recorrer à inspecção regional do trabalho para obrigar a instituição a aceitar tanto o plenário como a actividade sindical nas suas instalações.
O sindicato conclui reafirmando que continuará a exercer “com responsabilidade e firmeza” a sua missão de defesa dos trabalhadores, “sem se deixar condicionar por obstáculos ao legítimo exercício da actividade sindical”.