PSD critica CHEGA por antecipar posições na imprensa
Debate sobre relatório da CPCJ do Funchal devia ter ocorrido em primeira mão na Assembleia
Durante a apreciação do relatório da CPCJ do Funchal — último dos sete pontos da ordem de trabalhos da primeira sessão de 2026 da Assembleia Municipal do Funchal, já depois das 12h30 — Paulo Vares, do PSD, criticou a antecipação do balanço do CHEGA.
“Gostaríamos de saber em primeira mão qual era a posição do partido CHEGA. Considero que, por respeito a esta casa e também por respeito à CPCJ, essa posição deveria ter sido aqui assumida e clarificada, em primeira mão, nesta Assembleia Municipal”, declarou.
A intervenção surgiu na sequência do envio e divulgação, cerca das 11 horas — quando a sessão ia sensivelmente a meio — de uma nota de imprensa pela assessoria do CHEGA, com o balanço das posições do partido, numa altura em que várias propostas ainda não tinham sido discutidas nem votadas.
Entre os pontos destacados pelo CHEGA estava precisamente o Relatório da CPCJ do Funchal, com referência a dados sobre violência doméstica, negligência e saúde mental infantil, e a exigência de reforço de meios técnicos e respostas clínicas atempadas. Na nota, a líder da bancada, Maria do Carmo Gomes, defendia que “o superior interesse da criança não pode ficar dependente de relatórios ou da boa vontade dos técnicos”.
Paulo Vares confessou “ligeira desilusão” pela forma como o partido abordou a matéria, sublinhando que o debate deveria ocorrer, antes de mais, no espaço institucional. Reiterou ainda que o trabalho desenvolvido resulta de uma parceria entre a CPCJ e o Município, com o objectivo de promover uma cidade segura e protectora das crianças e jovens.
Também o PS, pela voz de Sérgio Abreu, havia feito anteriormente reparo semelhante, dirigindo-se à líder da bancada do CHEGA e defendendo que as posições políticas devem ser apresentadas, em primeiro lugar, no plenário.