CPCJ do Funchal acompanhou 426 crianças em risco em 2025
Entre os casos registados, um envolveu assédio sexual
A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) do Funchal recebeu 743 novas comunicações e acompanhou 426 processos activos em 2025, revelou Ana Nunes, presidente da comissão, durante a apresentação do Relatório Anual de Actividades à Assembleia Municipal.
O relatório, último ponto da Ordem de Trabalhos, mostra que a maioria das medidas aplicadas consistiu em apoio junto a familiares, com apenas 5 acolhimentos residenciais e 1 medida de autonomia de vida. Entre os casos tratados, destacam-se situações de negligência, violência doméstica e maus-tratos físicos e psicológicos, incluindo um caso de assédio sexual.
Ana Nunes sublinhou o empenho da equipa da CPCJ e a colaboração com escolas, forças de segurança e outras instituições, incluindo campanhas de sensibilização como o Laço Azul. “Trabalhamos com a comunidade e as escolas para desmitificar a CPCJ: não retiramos crianças, protegemos-nas e promovemos os seus direitos”, afirmou.
Deputados do JPP, PS, PSD e CH, e o presidente da Câmara, intervieram, elogiando o trabalho da comissão, mas alertando para a necessidade de reforçar recursos face ao aumento de processos e à complexidade dos casos. O relatório destaca ainda que as crianças acompanhadas representam 57 nacionalidades diferentes, evidenciando a diversidade dos casos tratados no concelho do Funchal.