Chega vai à Assembleia Municipal do Funchal exigir resultados concretos
O Grupo Municipal do Chega marcou uma posição na Assembleia Municipal do Funchal desta quarta-feira, recusando discursos vazios e exigindo resultados concretos em áreas essenciais para os munícipes.
No Relatório de Actividades do Município, o partido criticou a contradição entre o discurso político e os números apresentados, nomeadamente a redução de 44% no Plano Plurianual de Investimentos e a fraca execução do investimento no início de 2026. Através de comunicado à imprensa, a líder do Grupo Municipal, Maria do Carmo Gomes, foi directa: "Não basta dizer que se mantém o foco na habitação e na modernização. É preciso provar com investimento real e execução eficaz. Os munícipes não vivem de relatórios, vivem de resultados".
Sobre o Regulamento do Condomínio Solidário, o Chega alertou para a ausência de informação clara sobre custos e impacto financeiro. "Ajudar não é perpetuar dependência. Ajudar é criar condições para que as pessoas recuperem autonomia, com regras, avaliação e responsabilidade no uso do dinheiro público", sublinharam os deputados municipais.
Quanto ao Alojamento Local, o partido rejeitou a prorrogação da suspensão de novos registos, deixando um aviso claro: "Suspensões sucessivas não resolvem o problema da habitação. O Município tem de decidir, regulamentar e criar equilíbrio entre o direito à habitação e a proteção dos pequenos proprietários que vivem legitimamente do alojamento local. Já houve mais que tempo para tratar da regulamentação."
No Relatório da CPCJ do Funchal, o Chega manifestou preocupação com os dados sobre violência doméstica e saúde mental infantil. "O superior interesse da criança não pode ficar dependente de relatórios ou da boa vontade dos técnicos. Proteger crianças exige acção concreta, recursos e responsabilidade institucional", frisou Maria do Carmo Gomes.
O partido absteve-se na prestação de contas de 2025 e na 1.ª Alteração ao Orçamento Municipal para 2026, considerando que os documentos não reflectem uma boa governação nem respondem aos problemas reais dos munícipes.