Pedro Proença promete "revolucionar" o futebol português nos próximos 10 anos
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, afirmou hoje que o Plano Estratégico 2024/36, apresentado oficialmente na Cidade do Futebol, em Oeiras, vai "revolucionar" a modalidade e prometeu mais vitórias nos próximos anos.
"Bem-vindos ao futuro do futebol nacional. Vamos tornar Portugal na nação do futebol. Habituem-se, o futebol português vai continuar a ganhar. Este é um documento único e histórico que nos vai fazer revolucionar o futebol português", afirmou Pedro Proença durante a apresentação do plano, perante uma plateia de cerca de uma centena de pessoas.
Durante os próximos 10 anos, a FPF aponta a concretização de mais 300 medidas, como a conquista de um título de futebol masculino sénior, num Europeu ou Mundial, juntamente com a chegada ao primeiro lugar do ranking mundial, bem como chegar aos 400 mil federados de futebol masculino, 50 mil no futebol feminino e 13.000 árbitros.
"É um plano que vai da base até ao topo da pirâmide. Servirá como guião para o caminho que iremos percorrer ao longo da próxima década. É um plano ambicioso e o êxito nasce da ambição e de queremos ser cada vez melhores", referiu Proença, no dia que a atual direção da FPF cumpre um ano de mandato.
O organismo aspira ainda ao registo de quatro milhões de adeptos -- presentemente são 531 mil -- e ao aumento de 40,2 para 70 milhões de euros as receitas com merchandising, patrocínios e licenciamento.
A FPF pretende também ser pioneira a nível mundial na criação da primeira licenciatura em futebol, em 2028, e com a fundação da Universidade do Futebol, a construir na quinta fase da Cidade do Futebol, em Oeiras.
Já depois da apresentação do plano, numa mesa redonda com Pedro Proença, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, e o selecionador Roberto Martínez, o presidente da FPF aproveitou para apontar que o setor do futebol atualmente "não tratada pelo estado como outras indústrias".
"Este é um trabalho que abrange todos os níveis, desde económico, desportivo, logístico. Mas, o futebol não é tratado como outras indústrias por exemplo em termos fiscais, em termos de acesso ao credito bancário dos clubes, das associações. Mas, sabemos que o governo está atento a isso", disse.
Já Leitão Amaro enalteceu a "ambição" da FPF com o Plano Estratégico 2024/36, numa altura em que o futebol português já é um dos "melhores do mundo".
"É das atividades com mais sucesso, em que somos os melhores entre os melhores do mundo. Obrigado a todos responsáveis por isso. Já somos muito bons, mas não ficamos por aqui. A excelência perde-se senão for trabalhada. Estamos bem mas podemos ser melhores. Que nos dera que todas as áreas tivessem este espírito", afirmou o ministro.
Para o selecionador Roberto Martínez, é "essencial" colocar Portugal no topo do ranking da FIFA e arranjar mais espaço nos clubes quando os jogadores passam da área da formação para o sénior.
"Como selecionador, Portugal tem de chegar ao primeiro lugar do ranking da FIFA. É essencial. Para as seleções olharem de forma diferente para nós e também nós sentirmos a obrigação de excelência. Portugal é o melhor país no trabalho da formação, mas depois são os primeiros jogos na primeira equipa que definem o jogador. Hoje, os jogadores não têm espaço nas primeiras equipas nos clubes e é preciso apostar nisso", concluiu o técnico espanhol.
O Plano Estratégico 2024/36 da FPF defende igualmente a discussão do formato da Supertaça Cândido de Oliveira e da Taça de Portugal, com a possibilidade de introdução de uma 'final four'.
Em termos internacionais, além de recuperar a ideia de uma Supertaça Ibérica, aponta a organização do Mundial2030, conjuntamente com Espanha e Marrocos, como uma oportunidade para a afirmação da FPF e do país.
Este plano vai ser complementado por nove outras áreas de abordagem, a apresentar no dia 05 de março, dedicados à arbitragem, ao futsal, ao futebol feminino, ao 'walking football', à formação, ao futebol regional, ao futebol de praia, aos treinadores e scouting.