Poeiras no ar obrigam a cuidados redobrados com doentes respiratórios
De acordo com o IPMA, até amanhã, a Madeira poderá ser afectada por uma nuvem de partículas em suspensão vindas do Saara
Hoje e amanhã a qualidade do ar na Madeira poderá estar comprometida devido à previsão de “transporte de partículas naturais com origem em regiões áridas”. Por isso, há cuidados a ter em conta.
As vulgarmente designadas de ‘poeiras do deserto’ já foram sentidas na tarde desta segunda-feira, devido a uma massa de ar com origem no Norte de África, que transporta na circulação partículas e poeiras em suspensão, devendo essa condição prolongar-se durante o dia de amanhã, de acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), ainda que a concentração de poeiras prevista não deva ser muito elevada.
É esperado um índice ‘QualAr’ médio. Este índice avalia a qualidade de a acordo com os critérios definidos pela Agência Portuguesa do Ambiente.
Nestas circunstâncias, “as pessoas muito sensíveis, nomeadamente crianças e idosos com doenças respiratórias, devem limitar as actividades ao ar livre”. Ainda que as previsões apontem que este fenómeno deverá ocorrer em altitude, é expectável que ocorra a deposição de poeiras nas superfícies.
Embora o quadro não seja novo e as circunstâncias não sejam as mais gravosas, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) emitiu,nos últimos dias, um conjunto de recomendações, de modo a que os cidadãos se possam precaver se eventuais complicações de saúde. Entre os conselhos deixados, são considerados, sobretudo, as crianças, idosos e doentes com problemas respiratórios e cardiovasculares, que, “pela sua maior vulnerabilidade aos efeitos deste fenómeno”, deverão permanecer em casa (ou em espaços interiores, preferencialmente com as janelas fechadas) e evitar a permanência ao ar livre.
A Direcção Regional da Saúde também já divulgou algumas recomendações a ter em conta, nomeadamente:
- manter as portas e janelas dos edifícios fechadas;
- evitar sair nas horas de maior calor;
- evitar a realização de exercício físico em espaços exteriores;
- se permanecer no exterior a trabalhar, usar equipamento de protecção (máscara);
- reforçar a hidratação, com a ingestão frequente de água;
- cumprir com a medicação prescrita, inclusive a de alívio rápido, se necessário;
A DRS acrescente que “se o agravamento dos sintomas persistir, procurar aconselhamento no seu Centro de Saúde”.
Este fenómeno de poluição de origem natural é mais comum nos meses mais quentes, quando o ar transporta poeiras do deserto do Saara, no norte de África.
A presença das partículas inaláveis (PM10) no ar pode provocar ou agravar sintomas respiratórios, como tosse, falta de ar ou agravamento de doenças como asma e bronquite.