Ódio não marca golos
A crescente violência associada às claques organizadas e aos episódios de racismo continua a manchar o futebol e o desporto em geral.
O desporto deveria ser um espaço de celebração, convívio e respeito e não de confrontos entre adeptos, cânticos ofensivos, actos de vandalismo e de agressão.
Igualmente preocupantes são os casos de racismo dirigidos a atletas e adeptos. Os atletas são insultados pela cor da pele e o silêncio cúmplice parece tornar tudo “normal”. Não se pense que é só o futebol que padece destes comportamentos violentos e discriminatórios.
Não é normal. Não é aceitável. Tudo isto é uma mancha que desonra o desporto.
É fundamental que os clubes, as federações e as autoridades reforcem as medidas de prevenção e de punição. O desporto tem o poder de unir. Enquanto permitimos que o ódio fale mais alto, estamos a falhar como sociedade. A educação para a cidadania e o exemplo vindo das figuras públicas do desporto são essenciais para combater estes comportamentos. Enquanto sociedade, não podemos normalizar a violência nem o racismo. O desporto pertence a todos — e todos merecem sentir-se seguros e respeitados.
Carlos Oliveira