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Madeira

JPP aponta agravamento do custo de vida devido à inflação na Madeira

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O JPP apontou, esta manhã, que os dados dados oficiais não deixam margem para dúvidas, sendo que a Madeira continua com uma taxa de inflação (3,3%) muito superior à registada no território continental (1,9%) e na Região Autónoma dos Açores (2,08%). Esses números representam um forte agravamento do custo de vida.

Numa iniciativa política realizada na Praça do Povo, Jéssica Teles afirmou que "estes números são a prova de que o custo de vida na Madeira tem um agravamento persistente". "Os madeirenses pagam muito mais pelos bens essenciais, pelas mercadorias, pelos transportes e habitação do que os continentais e açorianos, e temos um presidente do Governo Regional do PSD/CDS que em plena folia canavalesca publica vídeos com propaganda barata, anunciando que as famílias e as empresas vão ter mais rendimento, mas omite, de propósito, que as devoluções, e não qualquer descida de impostos, são consumidas por este nível alto da inflação regional", atira a deputada.

A parlamentar faz questão de lembrar uma promessa feita por Miguel Albuquerque, a de que, em 2025, a Região teria uma inflação abaixo dos 3%, mas a realidade dos números revela “mais uma promessa falhada a somar a tantas outras”.

A título de exemplo, Jéssica Teles apontou que "com os números conhecidos em Janeiro, um continental, com um salário de 1.000 euros, que é o rendimento médio mensal de muitos trabalhadores, perdeu cerca de 19 euros de poder de compra com a inflação verificada no território continental. Já um madeirense, com o mesmo salário de 1.000 euros, perdeu cerca de 33 euros".

“Isto significa que, com o mesmo ordenado, a perda de rendimento de um trabalhador da Madeira, devido à elevada diferença da taxa de inflação, é quase o dobro de um continental. E temos o presidente do Governo PSD/CDS a falar de dados económicos positivos, mas positivos para quem? Jéssica Teles

A deputada critica ainda o momento escolhido pelo presidente do Governo Regional para abordar esta questão. “Falar de economia e de assuntos que dizem respeito à vida das pessoas, dos jovens, das famílias e empresas, assuntos que devem ser tratados com rigor e seriedade, tratá-los no meio da folia do Carnaval, não é sério, mas cumpre a tradição popular ‘é Carnaval, ninguém leva a mal’", atira.

Jéssica Teles lembra também o que disse o secretário regional de Economia, José Manuel Rodrigues, no debate do Programa do XVI Governo Regional da Madeira: “Este programa pretende conter a inflação, nomeadamente dos preços dos bens essenciais, introduzindo mais concorrência no mercado, nomeadamente na distribuição e no abastecimento de bens alimentares, com a entrada de novos operadores comerciais.”

O maior partido da oposição pergunta ao membro do Governo do CDS quais as medidas que tomou para reduzir a inflação e impedir a especulação de preços, que “ninguém as conhece”, e que projectos tem desenvolvido para “introduzir mais concorrência no mercado, quando o PSD/CDS nem quer ouvir falar do ferry e na Câmara do Funchal tem criado dificuldades à entrada da cadeia alemã Lidl”.

Jéssica Teles desafia o secretário da Economia a “passar das palavras à acção, a desalinhar do PSD” e a trabalhar para ajudar a concretizar a luta do JPP de garantir uma linha marítima ferry de carga e passageiros, “essa sim, uma medida política com impacto direto na redução do preço das mercadorias, na introdução de concorrência e, consequentemente, uma descida do custo de vida”, refere. 

A deputada recorda outra proposta do JPP para aliviar o bolso das famílias e o custo de vida na Região, mas sempre chumbada pela maioria PSD/CDS, que é a redução das taxas do IVA. “Os madeirenses não vivem de estatísticas, nem de anúncios ou discursos gratuitos nas redes sociais, vivem de salários e rendimentos, e isso o PSD/CDS nunca conseguiram corrigir”, finalizou.