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Madeira

Albuquerque insiste na ameaça

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Miguel Albuquerque, endureceu o discurso ao admitir a possibilidade de a Região avançar com deputados independentes na Assembleia da República caso continuem a ser desconsideradas as reivindicações madeirenses, sobretudo em matérias como o direito à mobilidade e o respeito pelas competências autonómicas.

A declaração surge num contexto de crescente tensão política com o poder central, com o líder do executivo a sublinhar que a autonomia não pode ser tratada como um favor, mas sim como um pilar constitucional e estratégico para o país.

Albuquerque classificou como “provinciana e anacrónica” a leitura de que as autonomias representam uma concessão de Lisboa, defendendo que as regiões autónomas são cada vez mais relevantes para a projecção internacional de Portugal, em particular no espaço atlântico.

O líder do PSD-M, insistiu que qualquer tentativa de menorizar o papel da Madeira revela desconhecimento da realidade geopolítica e dos desafios específicos enfrentados por um território ultraperiférico.

Albuquerque apontou ainda o que considera ser um desinvestimento continuado do Estado em áreas estruturantes como a segurança, a saúde e outras funções de soberania, referindo as condições de infraestruturas e serviços e lembrando que os madeirenses suportam custos acrescidos associados à insularidade.

Defendeu que políticas como o subsídio de mobilidade devem ser assumidas como responsabilidade nacional e não como um encargo a transferir para a Região.

Num aviso político claro, afirmou que episódios que classificou como “vergonhosos” ocorridos na Assembleia da República não poderão repetir-se, garantindo que a Madeira saberá reagir para defender a sua dignidade institucional e os interesses dos seus cidadãos.

Sem detalhar cenários concretos, deixou implícito que a hipótese de deputados independentes constitui um instrumento político possível caso se verifique um bloqueio persistente às pretensões regionais.

Albuquerque concluiu reiterando que investir nas regiões autónomas é investir no próprio país, sublinhando que a Madeira desempenha um papel central na afirmação de Portugal no Atlântico e advertindo que a Região não aceitará retrocessos nem desvalorização do seu estatuto autonómico.