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Explicador Madeira

Saiba como agir quando a constipação ataca

Com a chegada dos meses mais frios, os casos de constipação têm tendência a aumentar. O inverno é particularmente propício à circulação de vírus respiratórios, tendo em conta que passamos mais tempo em espaços fechados e pouco ventilados, o ar tende a ser mais frio e seco, o que fragiliza as vias respiratórias, e alguns vírus sobrevivem melhor nestas condições.

Torna-se complicado atravessar esta estação sem, pelo menos uma vez, lidar com o nariz entupido, garganta irritada ou tosse persistente.

A constipação comum também conhecida como resfriado é uma infecção viral muito frequente que afecta sobretudo as vias respiratórias superiores, como o nariz, seios perinasais, faringe e parte da laringe.

Embora seja mais habitual em crianças e em pessoas com o sistema imunitário mais fragilizado, praticamente ninguém passa um ano inteiro sem enfrentar pelo menos um episódio.

No ‘Explicador’ de hoje, esclarecemos o que fazer para aliviar os sintomas e recuperar mais depressa.

Sintomas surgem em poucos dias

Depois do contacto com o vírus, os primeiros sinais costumam aparecer entre 24 e 72 horas. Os mais comuns são corrimento nasal, obstrução do nariz e sensação de garganta seca ou arranhada. Espirros frequentes, mal-estar geral, dor de cabeça e sensação de desconforto nos ouvidos ou na face também podem surgir.

À medida que a constipação evolui, é habitual aparecer tosse, que pode prolongar-se mesmo após a melhoria dos sintomas nasais e da garganta. Regra geral, trata-se de uma tosse ligeira, sem envolvimento das vias respiratórias inferiores. A febre, quando existe, tende a ser baixa.

Na maioria dos casos, os sintomas duram entre três e dez dias e vão diminuindo gradualmente. Em cerca de um quarto das situações podem persistir por mais tempo, algo mais frequente em fumadores.

O objectivo é aliviar, não ‘curar’

Não existe um tratamento específico que elimine a constipação, já que se trata de uma infecção viral autolimitada. O foco deve ser aliviar os sintomas e criar condições para que o organismo recupere.

Os medicamentos devem ser reservados para situações de febre, dores mais intensas ou quando há indicação médica. Em muitos casos, medidas simples são suficientes.

Respirar melhor é meio caminho andado

Desentupir o nariz é fundamental para melhorar o conforto e garantir um sono reparador, essencial à recuperação.

As lavagens nasais com soro fisiológico ajudam a remover secrecções, diminuem a inflamação e reduzem o risco de complicações como sinusite ou otite. A inalação de vapor de água quente também pode aliviar a congestão, desde que feita com cuidado para evitar queimaduras.

Quando o ambiente é muito seco, pode ser útil recorrer a um humidificador ou colocar um recipiente com água no quarto para melhorar a qualidade do ar.

Hidratação reforçada

Durante uma constipação, o organismo perde mais líquidos, sendo importante reforçar a ingestão de água. As bebidas quentes têm vantagens adicionais: o calor acalma a garganta, melhora a circulação local e o vapor ajuda a descongestionar as vias respiratórias.

Chás, infusões e caldos são opções frequentes e, no inverno, mais agradáveis do que líquidos frios. Caldos podem ser especialmente úteis quando há menos apetite, por serem nutritivos. Já os chás de limão ou gengibre são escolhas populares e estimulam a salivação, o que alivia a garganta seca, e contêm compostos com acção anti-inflamatória. Ainda assim, não são obrigatórios nem milagrosos, e podem não ser bem tolerados por pessoas com refluxo ou sensibilidade gástrica.

Infusões de tília, camomila ou hortelã também são alternativas calmantes. Bebidas com cafeína, como chá preto ou verde, devem ser evitadas em excesso, pois podem interferir com o descanso.

Mel pode ajudar na tosse

O mel é um aliado conhecido no alívio da tosse, reduzindo a sua frequência e intensidade. Pode ser adicionado a bebidas quentes, tornando-as mais agradáveis. No entanto, não deve ser dado a crianças com menos de dois anos.

Descanso e alimentação equilibrada fazem a diferença

Dormir mais e melhor, reduzir o ritmo e manter uma alimentação equilibrada são pilares importantes para a recuperação. Quando falta o apetite, pode ser mais fácil optar por refeições pequenas e mais frequentes ao longo do dia.

Transmissão e prevenção

A constipação é contagiosa e transmite-se facilmente através de gotículas respiratórias libertadas ao tossir ou espirrar, bem como pelo contacto com mãos, superfícies ou objectos contaminados. Os vírus entram no organismo pelas mucosas do nariz, boca ou olhos.

A prevenção passa por medidas simples e eficazes:

  • Lavar as mãos com frequência, com água e sabão ou solução desinfetante;
  • Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, preferencialmente com um lenço descartável ou com o braço dobrado;
  • Evitar espaços fechados e sobrelotados;
  • Arejar regularmente os espaços interiores.

No inverno, as constipações são quase inevitáveis. Contudo, com medidas simples e bom senso, é possível atravessá-las com menos desconforto e regressar mais depressa à rotina.

Fonte: Hospital da Luz