União Europeia felicita Lula da Silva e destaca vitória da democracia
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, felicitou hoje Lula da Silva pela reeleição na segunda volta das presidenciais considerando que a democracia e o multilateralismo venceram no Brasil.
"A parceria entre a Europa e o Brasil está a correr muito bem", afirmou Von der Leyen através de uma mensagem difundida nas redes sociais.
"Juntos, vamos continuar a trabalhar em estreita colaboração em prol de um comércio livre e aberto, de uma ordem mundial baseada em regras e de ambições robustas", acrescentou a presidente da Comissão Europeia.
Na mesma linha, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, salientou que "o povo brasileiro falou", acrescentando que conversou, por telefone, com Lula da Silva para o felicitar.
"A União Europeia (UE) e o Brasil são parceiros sólidos", afirmou Costa nas redes sociais, sublinhando que o bloco europeu e o Brasil vão continuar a trabalhar em conjunto para "aprofundar" laços, "enfrentar os desafios globais e construir um mundo mais pacífico e próspero".
As relações bilaterais entre a União Europeia e o Brasil são regidas, sobretudo, pelo acordo entre o bloco europeu e o Mercosul, assinado este ano após mais de duas décadas de negociações.
A União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil (depois da República Popular da China), representando 15,3%, enquanto o Brasil é o décimo maior parceiro da UE, com mais de 87 mil milhões em trocas comerciais em 2025, segundo dados da Comissão Europeia.
No plano político, a UE e o Brasil estabeleceram, em 2007, uma Parceria Estratégica através da qual cooperam em áreas como os direitos humanos, as relações políticas, a energia, o comércio, a investigação e a inovação, ou as alterações climáticas.
De acordo com os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral do Brasil, com 99,99% dos votos apurados, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva obteve 52% dos votos, contra 48% obtidos por Flavio Bolsonaro, candidato de extrema-direita, que anunciou a intenção de anular a votação.
Nas eleições, 128,2 milhões de brasileiros foram às urnas, enquanto 30,5 milhões não votaram.