G7 faz reunião telefónica sobre Venezuela e Ucrânia
Os ministros dos Negócios Estrangeiros do G7 vão realizar hoje uma teleconferência "para discutir a situação na Venezuela e na Ucrânia", indicou uma fonte diplomática francesa.
A reunião dos chefes da diplomacia dos Estados Unidos, França, Canadá, Itália, Alemanha, Reino Unido e Japão decorrerá a pedido de França, que ocupa desde 01 de janeiro deste ano a presidência do G7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo), precisou o Ministério dos Negócios Estrangeiros francês à agência de notícias francesa AFP.
A teleconferência tinha o início marcado para as 19:00 TMG (mesma hora em Lisboa).
No sábado, os Estados Unidos lançaram um ataque para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, a congressista Cilia Flores, anunciando que governariam o país até se concluir uma transição de poder.
Maduro e Flores foram presentes na segunda-feira num tribunal federal em Nova Iorque, tendo-se declarado inocentes de todas as acusações e continuarão detidos até à próxima audiência, agendada para 17 de março.
Nicolás Maduro é acusado nos Estados Unidos de quatro crimes federais: conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos e conspiração para possuir tais armas em apoio de atividades criminosas, além de colaboração com organizações classificadas como terroristas por Washington.
Em Caracas, por decisão do Supremo Tribunal, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, tomou posse como Presidente interina do país, com o apoio das Forças Armadas.
A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos à Venezuela e saudações pela retirada de Maduro do poder.
A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição, María Corina Machado e Edmundo González, ao passo que o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para que a ação militar norte-americana poderá ter "implicações preocupantes" para a região, além da possível "intensificação da instabilidade interna" na Venezuela.
Na Ucrânia, prossegue a guerra de agressão da Rússia, iniciada com a invasão do país a 24 de fevereiro de 2022 e sem fim à vista, tendo até agora fracassado todos os esforços de mediação para um acordo de cessar-fogo.