ONG Foro Penal pede amnistia geral para 863 presos políticos no país
O diretor presidente da ONG de Direitos Humanos Foro Penal, Alfredo Romero, defendeu a necessidade de uma amnistia geral para o que estima serem 863 presos políticos na Venezuela, após os Estados Unidos terem capturado o presidente venezuelano.
"Uma amnistia geral para a liberdade dos presos políticos seria um gesto importante atualmente para unificar a população venezuelana, obviamente sem garantir impunidade por crimes que lesam a humanidade", afirmou Romero numa mensagem publicada na sua conta na rede social X.
Romero destaca que o Foro Penal "está disposto a contribuir com o necessário a este respeito".
No mesmo sentido, pronunciou-se o diretor vice-presidente do Foro Penal, Gonzalo Himiob. "Se se quer falar de gestos de mudança contundentes e sérios, a amnistia geral e plena para todos os presos e perseguidos políticos da Venezuela deve ser o primeiro passo. Liberdade imediata, sem condições nem truques", acrescentou.
Himiob publicou o último balanço de presos por motivos políticos na Venezuela, que inclui um total de 863 pessoas.
Este responsável da ONG destacou que entre os detidos há 106 mulheres, como Sofía Sahagún e Emirlendris Benítez. Mas, há também nove defensores dos Direitos Humanos, como Javier Tarazona e Kennedy Tejeda; 86 estrangeiros, como Yevhenii Trush e Angelique Corneille; 176 militares, como Igbert Marín, ou o adolescente G.R., que "continuam arbitrariamente detidos".
Na última sexta-feira, o Foro Penal informava sobre "44 libertações de presos políticos", incluindo 42 homens e 2 mulheres, o que somou a outras 61 libertações reportadas pelo grupo no passado dia 29 de dezembro.