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Embaixada da Palestina inaugurada oficialmente em Londres

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Foto ShutterStock

A embaixada da Palestina no Reino Unido foi inaugurada formalmente hoje, mais de três meses após o Reino Unido ter reconhecido o Estado da Palestina, com o embaixador palestiniano a saudar um "momento histórico".

"Estamos reunidos hoje para marcar um momento histórico: a inauguração da embaixada do Estado da Palestina no Reino Unido, com estatuto diplomático e plenas funções", congratulou-se o embaixador, Husam Zomlot, que anteriormente ostentava o título de chefe da missão diplomática palestiniana.

A abertura desta embaixada "marca uma etapa importante nas relações britânico-palestinianas, no longo caminho do povo palestiniano rumo à liberdade e à autodeterminação", acrescentou.

Em seguida, o diplomata desvendou a placa "Embaixada do Estado da Palestina" afixada no edifício, localizado em Hammersmith, na zona oeste de Londres, que antes serviu como a Missão Palestiniana no Reino Unido.

"Para gerações de palestinianos em Gaza, na Cisjordânia ocupada, incluindo Jerusalém Oriental e nos campos de refugiados, bem como em toda a diáspora, esta embaixada representa a prova de que a nossa identidade não pode ser negada", sublinhou Zomlot.

A missão, disse o embaixador, representa "uma promessa, a promessa de buscar uma paz justa e duradoura, ancorada no direito internacional e nos valores universais".

O representante do rei Carlos III, Alistair Harrison, também declarou que se tratava de "um momento histórico para a Palestina" e "o início de uma grande mudança nas relações bilaterais" já "muito estreitas".

O Reino Unido reconheceu oficialmente o Estado da Palestina em setembro passado, quase dois anos após o início da guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque do movimento islamita Hamas contra Israel em 07 de outubro de 2023.

O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que pretendia assim "reavivar a esperança de paz e de uma solução de dois Estados", mas a decisão, coordenada com outros países, incluindo a França, Canadá, Austrália ou Portugal, foi criticada por Israel, cujo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu denunciou como "uma recompensa ao terrorismo".