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Situação na Venezuela continua a marcar a agenda

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A situação na Venezuela continua hoje na agenda, dois dias depois da operação militar dos Estados Unidos para capturar e depor o Presidente Nicolás Maduro.

O Conselho de Segurança da ONU reúne-se hoje de emergência para discutir o ataque norte-americano que levou à deposição Maduro, que se encontra detido em Nova Iorque.

Caracas pediu a reunião para abordar a "agressão criminosa" dos Estados Unidos, na madrugada de sábado. Outros países, como o Irão e a Colômbia, também apoiaram o pedido venezuelano.

A reunião acontece no mesmo dia em que é esperado que Maduro e a mulher Cilia Flores, detidos num centro de detenção em Nova Iorque, compareçam num tribunal em Manhattan. Maduro é acusado de crimes de narcoterrorismo e posse de armas.

Hoje, em Lisboa e no Porto, realizam-se manifestações de protesto pela operação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela.

Horas depois do ataque, ainda no sábado, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os Estados Unidos vão governar o país até se concluir uma transição de poder e admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

Já no domingo, Delcy Rodríguez, "vice" de Nicolás Maduro, foi confirmada presidente interina e logo a seguir Trump ameaçou-a, dizendo que "pagará mais caro do que Maduro" se "não fizer o que deve".

Hoje também é notícia:

CULTURA

Os trabalhadores do Museu do Louvre regressam hoje à greve, depois de terem suspendido a paralisação iniciada em 15 de dezembro, durante o período de natal e ano novo.

A greve tem o objetivo de manter pressão sobre o ministério francês da Cultura, perante ausência de resposta às reivindicações dos trabalhadores, que passam por segurança no emprego e criação de novas funções em função de carências reais do museu, aumentos salariais, melhores condições para trabalhadores e visitantes, mudança na gestão, priorização de reformas para garantir a preservação do museu, eliminação do aumento de preços para visitantes de fora da União Europeia e a suspensão do projeto de construção de uma nova entrada.

Convocada pela Confederação Geral do Trabalho (CGT), Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT) e o grupo de sindicatos Solidários, Unitários e Democráticos (SUD), a paralisação surge na sequência do roubo de joias da coroa francesa, em outubro, que ainda não foram recuperadas. Registaram-se também uma série de incidentes que expuseram problemas do museu mais visitado do mundo - nove milhões de entradas em 2024 - entre eles fragilidades da estrutura do edifício que encerraram uma sala e a inundação da biblioteca de antiguidades egípcias, provocada pelo rompimento de um cano, em novembro.

ECONOMIA

As pessoas que ainda têm certificados de aforro em papel vão poder converter os títulos para formato digital a partir de hoje nas lojas CTT, garantindo o registo informatizado dos documentos relativos a investimentos mais antigos.

O processo de conversão dos certificados das séries A, B e D em papel implementado pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública - IGCP vai durar quase quatro anos, até 29 de novembro de 2029.

Durante este período, os investidores podem entregar pessoalmente os títulos físicos nos balcões dos CTT que comercializam produtos de aforro do Estado, para que os investimentos em papel passem a ficar registados numa conta no IGCP, na chamada "Conta Aforro".

A conversão é realizada no momento, ficando o dono dos títulos com um comprovativo da troca.

Com a conversão, os títulos físicos são inutilizados para todos os efeitos legais, passando a existir apenas em formato digital.

POLÍTICA

Os candidatos à Presidência da República cumprem hoje o segundo dia de campanha para as eleições de dia 18, com a maioria das ações previstas para o Alentejo, Algarve e interior do país.

Luís Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, e Catarina Martins, apoiada pelo BE, escolheram a mesma feira, em Espinho, para contactar com os eleitores.

Na Guarda, estará Jorge Pinto, candidato apoiado pelo Livre, enquanto Henrique Gouveia e Melo fará campanha no Alentejo, assim como candidato e líder do Chega, André Ventura.

António José Seguro, que conta com o apoio do PS, optou igualmente pelo Alentejo para arrancar o segundo dia de campanha, seguindo para o Algarve para ações em Loulé e Portimão.

No sentido inverso ao antigo secretário-geral do PS estará António Filipe (apoiado pelo PCP), que começa o dia na cidade algarvia de Albufeira e termina com um jantar em Grândola, vila do distrito de Setúbal.

Já João Cotrim Figueiredo, que é apoiado pela IL, mantém-se próximo da capital, visitando o Centro Social Interparoquial de Santarém pela manhã e participando no jogo "Bola para a Frente pelo Futuro de Portugal", no Centro Desportivo da Alta de Lisboa.

Concorrem também às eleições presidenciais de 18 de janeiro o sindicalista André Pestana, o pintor Humberto Correia e o músico Manuel João Vieira.