Chega defende enfermeiros da RAM e critica gestão da saúde na Região
O partido Chega manifestou, este sábado, através de uma nota remetida às redacções, "total solidariedade para com os enfermeiros da Região Autónoma da Madeira", sublinhando a gravidade dos problemas estruturais que afectam o Serviço de Saúde Regional e que, segundo o partido, já não podem ser ignorados.
Entre as dificuldades apontadas estão a falta crónica de profissionais, turnos sobrecarregados, horários excessivos, desgaste físico e psicológico, desvalorização salarial e incumprimento reiterado de compromissos.
O partido criticou a gestão política das prioridades e dos recursos públicos, apontando que, enquanto se afirma repetidamente que não há dinheiro para valorizar e contratar enfermeiros, continuam a ser alocados fundos e incentivos a projectos turísticos de luxo, como campos de golfe, ou a estruturas cujo retorno social é questionável.
Miguel Castro, líder parlamentar do CHEGA-Madeira, reforçou que a solução para os problemas da saúde passa pelos recursos humanos, e não por obras ou estruturas burocráticas. “Não aceitamos que se diga aos enfermeiros que não há margem orçamental, quando o que falta é coragem política para cortar no desperdício e na má gestão. Cada euro mal gasto é um euro roubado à saúde e aos profissionais", acrescentando que "a verdadeira resposta aos problemas da saúde não está em betão, nem em propaganda, nem em estruturas inchadas. Está nas pessoas. São os recursos humanos que resolvem o problema e combatem a doença, não a máquina burocrática.”
Para o CHEGA, os enfermeiros não são um custo, mas sim a solução para os problemas do sistema de saúde na Madeira, exigindo que sejam respeitados e valorizados pelo Governo Regional.
"Os enfermeiros não são um custo: são a solução", remata.