JPP acusa Governo de “incompetência” na execução de habitação apoiada pelo PRR
O Grupo Parlamentar do Juntos Pelo Povo (JPP) acusou hoje o Governo Regional PSD/CDS de “comprovada incompetência” na resposta à crise da habitação, apontando atrasos na execução de projectos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), nomeadamente no Complexo Habitacional de São Gonçalo.
Em declarações à comunicação social junto à 3.ª fase do empreendimento, a deputada Patrícia Spínola afirmou que o JPP não se deixa “impressionar” pelos “anúncios do Governo PSD/CDS para encher as páginas de jornais”, assegurando que “até ao Verão vamos entregar mais 301 fogos”.
“Até ao Verão vamos entregar mais 301 fogos”
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Segundo a parlamentar, a obra em São Gonçalo, iniciada em Outubro de 2022 e cuja conclusão estava anunciada para o segundo semestre de 2024, permanece inacabada em 2026. “Mais de três anos depois, a obra está no estado em que todos podem ver, inacabada, trazendo à lembrança as obras de Santa Engrácia”, apontou.
O empreendimento prevê 54 apartamentos, de tipologias T1 a T4. Segundo Patrícia Spínola, “houve casais jovens que se candidataram a uma habitação, foi-lhes garantido que até ao Verão de 2024 teriam a casa pronta a habitar, mas estamos em 2026 e era importante saber que soluções alternativas foram apresentadas pelo Governo a esses jovens e a essas famílias”.
A deputada considerou ainda que “um problema social gravíssimo esteja a ser gerido com anúncios de jornais e números inconstantes”, acusando o executivo de não cumprir compromissos assumidos antes das eleições regionais de Março de 2024 relativamente ao número de fogos a construir ao abrigo do PRR.
Patrícia Spínola recordou também o recente parecer do Tribunal de Contas à Conta da Região, referindo a “baixa taxa de execução” dos projectos financiados pelo PRR, incluindo os da área da habitação. “Infelizmente, estamos a presenciar todos os dias um governo sem rumo, com avanços e recuos, que soma trapalhadas atrás de trapalhadas”, afirmou.
A deputada lançou ainda um desafio ao Governo Regional para que “divulgue publicamente, concelho a concelho e em cada um dos novos empreendimentos, o número de jovens e famílias que já habitam nas anunciadas novas construções”.