PR elogia Protecção Civil e afirma que não quis "fazer ruído"
O Presidente da República elogiou hoje a atuação da Proteção Civil perante a tempestade Kristin e afirmou que não quis "fazer ruído" face às palavras do primeiro-ministro e entendeu que o Governo devia "assumir a liderança dos acontecimentos".
Em resposta aos jornalistas, na Academia Militar, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, definiu "uma linha" de atuação que "estava correta" e rebateu a ideia de que o Governo PSD/CDS-PP deveria ter declarado a situação de calamidade mais cedo.
"O facto é que ninguém ontem [quarta-feira] pediu a declaração do estado de calamidade. É muito fácil pedir que tivesse sido há 24 horas, quando os próprios que acham isso não pediram há 24 horas", apontou.
O Presidente da República elogiou a Proteção Civil pela atuação "perante uma situação muito difícil" e interrogado sobre falhas no Siresp respondeu que noutras situações "também muito complicadas" no passado os sistemas "falharam muito mais em termos de Proteção Civil global do que falhou desta vez".
"Agora, retirar as lições e ver o que não funcionou bem para melhorar para o futuro", acrescentou, no entanto, admitido que, se "estas calamidades se transformam em normais", será preciso "prever estruturas" e "um fundo que permita guardar meios financeiros".
Sobre a sua atuação mais discreta nesta situação, o chefe de Estado afirmou: "Acompanhei tudo, fiz duas notas, uma ontem [quarta-feira], uma nota hoje, escritas, mas entendi que o Governo devia, e bem, assumir a liderança dos acontecimentos".
Marcelo Rebelo de Sousa referiu que não se pôde juntar à visita do primeiro-ministro, Luís Montenegro à sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), na quarta-feira à tarde, porque "estava a receber um presidente do parlamento de um país estrangeiro".
"Fui logo a seguir, mas entendi que não devia fazer ruído em relação às palavras do senhor primeiro-ministro. Ele tinha definido uma linha, e a linha estava correta. Havia de continuar a linha, íamos ver o que é que se ia passar a seguir", declarou.