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Governo defende que proteção civil funcionou e promete dar as respostas necessárias

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Foto LUSA/ARQUIVO

O ministro dos Assuntos Parlamentares defendeu hoje que o sistema de proteção civil funcionou perante eventos climáticos extremos, advertiu que esta tragédia não pode ser tratada com ligeireza e prometeu que serão dadas as respostas necessárias.

Estas posições foram transmitidas por Carlos Abreu Amorim em plenário, na abertura do período de declarações políticas, numa intervenção em que começou por lamentar as vítimas em consequência da tempestade.

"É também com esse respeito pelas vítimas que devemos afirmar que esta tragédia não pode ser tratada com ligeireza nem com precipitação. Exige verdade, exige rigor e exige uma resposta à altura da complexidade do que enfrentámos e do que ainda enfrentaremos nos próximos dias", declarou.

O ministro dos Assuntos Parlamentares procurou depois assegurar que, "desde a primeira hora, o Governo acompanhou permanentemente a situação, os desenvolvimentos, o impacto e a resposta à tempestade".

"É imperativo afirmar que o sistema de proteção civil funcionou, antecipando-se aos riscos e minimizando as consequências que não eram inevitáveis. Quero deixar uma palavra de reconhecimento público às forças de socorro, proteção civil, aos bombeiros, às forças de segurança e aos autarcas. A prontidão com que todas as ocorrências foram enfrentadas demonstra a maturidade do nosso sistema de proteção civil, a coordenação institucional e, acima de tudo, a união do país nos momentos mais adversos", advogou.

Na sua intervenção, o membro do Governo fez também questão de deixar um alerta: "O perigo não cessou".

"Renovo o apelo ao país para que todos mantenham a prudência, sigam as orientações das autoridades e evitem a circulação em zonas mais afetadas. O foco do Governo é, agora, a reposição da normalidade, em especial no fornecimento de energia elétrica, nas vias de comunicação e nos meios de transporte", especificou.

Carlos Abreu Amorim apontou, depois, que o executivo tem "plena consciência das dificuldades que milhares de portugueses enfrentam, sobretudo na região centro litoral, com centenas de milhares de pessoas afetadas por cortes de energia".

"Estamos no terreno a avaliar os danos, a agilizar as intervenções necessárias e a ouvir todos os portugueses que mais precisam do Governo ao seu lado. O Governo declarou situação de calamidade nas zonas afetadas, de forma a agilizar todas as respostas, desbloquear meios adicionais e acelerar a recuperação", apontou.

No que respeita aos apoios e aos trabalhos de reconstrução, Carlos Abreu Amorim deixou uma garantia: "O Governo não deixará de dar as respostas necessárias".

Neste momento, na sua perspetiva, há "três prioridades essenciais: o apoio imediato às vítimas; o apoio às autarquias e aos serviços no terreno; e uma a avaliação rigorosa e transparente do que aconteceu".

"O Governo não se limitará a acompanhar acontecimentos. Assume a responsabilidade de agir, de mobilizar os meios necessários e de garantir que as famílias, as autarquias e os serviços públicos, os serviços sociais e as empresas têm o apoio de que precisam para recuperar, com dignidade e segurança. Cada decisão visa repor a normalidade rapidamente, sem deixar ninguém para trás", disse.

O ministro dos Assuntos Parlamentares admitiu mesmo que, se "for necessário ir mais longe, o Governo assim o fará".

"O Governo responderá a esta calamidade com seriedade, sentido de dever e respeito absoluto pelas vítimas e pelas populações afetadas. Mesmo quando o extremo da situação ultrapassa as previsões de todos, os portugueses podem confiar no Estado, na sua eficiência e na sua capacidade de resposta", acrescentou.