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A Guerra Mundo

Rússia acusa UE de renunciar à liberdade após proibição do gás russo

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Foto EPA

A Rússia acusou hoje os países europeus de terem renunciado à liberdade, tornando-se "escravos miseráveis", na sequência da decisão da União Europeia (UE) de proibir importações de gás natural liquefeito (GNL) russo a partir de 2027.

"É difícil dizer com certeza se são vassalos felizes ou escravos miseráveis, mas, de qualquer modo, renunciaram à sua liberdade", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, ao canal de televisão Zvezda.

Zakharova comentava declarações recentes do primeiro-ministro belga, Bart De Wever, que afirmou ser preferível ser um "vassalo feliz" a um "escravo miserável", no contexto do debate sobre a situação da Gronelândia e as relações com os Estados Unidos.

O Conselho da União Europeia aprovou hoje em definitivo o regulamento que proíbe a compra de GNL russo a partir do início de 2027 e impõe uma redução gradual das importações de gás canalizado até à sua eliminação total no outono desse ano.

Na votação, a Hungria e a Eslováquia votaram contra o regulamento, enquanto a Bulgária se absteve e os restantes 24 Estados-membros votaram a favor.

O incumprimento das novas regras poderá resultar em coimas máximas de pelo menos 2,5 milhões de euros para particulares e de, no mínimo, 40 milhões de euros para empresas, ou ainda de 3,5% do volume de negócios anual mundial total, ou 300% do valor estimado da transação.

Os países da UE que continuem a importar petróleo russo terão também de apresentar planos de diversificação, estando prevista uma exceção temporária para a Hungria e a Eslováquia, que Bruxelas pretende eliminar até ao final de 2027.