Seguro defende que sector social é essencial ao país
O candidato a Presidente da República António José Seguro defendeu hoje que o setor social é essencial ao país, destacando a importância dos cuidadores informais, durante uma visita ao Centro Social Paroquial dos Pousos, em Leiria.
"O setor social no nosso país é essencial. É fundamental para levar cuidados, mas também para levar amor, junto de pessoas que de outra forma ficariam completamente abandonadas", afirmou aos jornalistas.
Referindo que Portugal tem "cada vez mais uma população idosa a precisar deste apoio, a precisar deste carinho", observou que o setor social "é uma das respostas que o país deve acarinhar, apoiar e incentivar".
Numas palavras dirigidas aos utentes e funcionários da instituição particular de solidariedade social, que presta apoio a cerca de 120 idosos nas suas diversas valências e a 100 crianças, António José Seguro disse que "não há preço" ou "valor que pague o vosso trabalho no setor social, porque há uma parte do trabalho que é feito pelo coração".
"E não há um 'coraçómetro'. Não há absolutamente nada que possa medir o impacto que têm na vida das pessoas. Eu quis cumprimentar cada uma das senhoras e dos senhores e percebi que em cada um de vós há sorriso. Esta área social é no fundo a concretização do estado social. É não deixar ninguém para trás. É conseguir estar ao lado dessas pessoas e continuar a fazê-las sonhar", precisou.
António José Seguro destacou também o papel dos cuidadores informais. "Há muito mais do que aqueles que estão a ser apoiados neste momento e também é uma resposta positiva, muito importante, porque também é uma forma de estar próximo das pessoas que precisam", acrescentou.
Sobre os casos sociais que ocupam camas nos hospitais, o candidato considerou que "a área social e a área da saúde têm de se compatibilizar para que existam respostas".
E essas respostas "passam por casas como estas [Centro Social Paroquial dos Pousos], mas também pelos cuidadores informais que podem complementar, e bem, e ter um tratamento muito efetivo para apoiar essas pessoas que precisam de retaguarda".
Seguro sublinhou ainda a importância de "cuidar bem dos idosos", porque, além de "serem seres humanos extraordinários, deram muito ao país".
"A partilha e o amor são algo que cada vez que se dá também aumenta e cria empatia. E nós precisamos de muita empatia na sociedade portuguesa, muita fraternidade e muita solidariedade", apontou.
Durante a visita, Seguro conversou com diversos utentes, alguns dos quais o presentearam com pinturas próprias. "Quero mesmo que o senhor seja Presidente", disse Francisco, um dos idosos.
Apresentado o projeto da instituição "Academia dos Sonhos", que procura realizar os sonhos dos idosos antes da sua morte, a sua responsável, Alexandra Neves, desafiou o candidato a revelar qual o seu sonho: "Ajudar o meu país", disse Seguro.
À saída, uma jovem abordou o candidato apelando para que não esqueça os mais novos. Na conversa, que durou alguns minutos, o candidato disse que pretende um "país moderno, que cria riqueza e que garante que ninguém fica para trás".
António José Seguro acrescentou que os jovens precisam de condições para não terem de emigrar, para que os seus filhos não vão nascer noutro país, até porque Portugal é um país cada vez mais envelhecido, resultado também do aumento da idade média de esperança de vida.