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Ministro do Interior diz que na Venezuela continua a governar a revolução

Foto Shutterstock
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O ministro do Interior e Justiça da Venezuela, Diosdado Cabello, disse quinta-feira que, apesar de os Estados Unidos terem capturado recentemente o Presidente da República, Nicolás Maduro, no país "continua a governar a revolução bolivariana".

Dirigindo-se a alguns opositores venezuelanos, Diosdado Cabello, sublinhou no seu programa televisivo "Con el Mazo Dando" (Dando com o Malho), que o regime está a viver um processo que é do povo.

"Aqui continua a governar a revolução bolivariana (...). Celebraram a morte de Hugo Chávez, levaram sequestrado Nicolás, mas isto é um processo, não é Nicolás, não é Diosdado, é um povo. Isto é um processo que se consegue com consciência, não com dinheiro", afirmou.

O ministro disse que houve da parte dos Estados Unidos a verdadeira intenção de vincular o regime venezuelano com grupos criminosos, com o narcotráfico e o terrorismo, mas que já é público e notório que o que aconteceu foi pelo petróleo dos venezuelanos.

"Levaram um presidente, que mantêm refém nos Estados Unidos, e sujeito a um julgamento que denunciámos publicamente. Nós, que conhecemos Nicolás Maduro, conhecemos a companheira Cília Flores sabemos que são inocentes, totalmente inocentes de qualquer acusação que lhes seja feita. E eles assumiram isto com dignidade", disse, sublinhando que os venezuelanos exigem os seus líderes de regresso.

Por outro lado, Diosdado Cabello desmentiu notícias internacionais que davam conta que teria ele tido conversações com os Estados Unidos, desde meses antes da captura de Nicolás Maduro a 03 de janeiro último, atribuindo essas notícias a uma campanha de mentiras.

"Desafio quem quer que seja a mostrar uma prova de que me reuni aqui com alguém, ou que me reuni com alguém. Eu não tenho preço", disse.

Em 03 de janeiro, os Estados Unidos lançaram um ataque contra a Venezuela para capturar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Delcy Rodriguez, vice-presidente executiva de Maduro, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.