Mendes apela a "grande participação" dos portugueses para escolher o próximo Presidente
O candidato a Presidente da República Luís Marques Mendes apelou hoje a uma "grande participação" dos eleitores nas eleições presidenciais e disse estar "muito confiante".
"Aquilo que eu desejo e o apelo que eu faria, era para uma grande participação nesta eleição. E, portanto, fazendo com que as pessoas vão votar e fazendo com que a abstenção possa baixar", afirmou.
O candidato apoiado por PSD e CDS-PP exerceu hoje o seu direito de voto no agrupamento de escolas de São Bruno, em Caxias (concelho de Oeiras e distrito de Lisboa), pelas 11:10.
Em declarações aos jornalistas depois de depositar o seu voto, disse estar "muito confiante" e "muito bem-disposto".
"Estou confiante no resultado da minha candidatura, estou confiante numa boa participação eleitoral, estou confiante que a abstenção baixe. Até por uma razão que há nestas eleições e que não havia tanto em anteriores eleições, que é a situação internacional", referiu Luís Marques Mendes.
"A situação internacional é muito difícil, como toda a gente sabe. Talvez nunca tenha sido tão delicada como hoje, e eu acho que isso é mais um bom motivo para levarem as pessoas a votarem em defesa do seu país", acrescentou.
Luís Marques Mendes disse igualmente que respeita a decisão dos portugueses, pois eles é que vão escolher o próximo Presidente da República.
"Eu tenho um grande sentimento de humildade democrática e um enorme sentimento de respeito pelos portugueses. Acho que os portugueses têm, de um modo geral, um grande sentido de bom senso e de equilíbrio a votar. E, portanto, respeito absoluto para o voto dos portugueses", realçou.
O candidato presidencial considerou também que a campanha foi esclarecedora "dentro do possível".
"Todos nós teremos certamente razões de queixa, mas isso agora não interessa", afirmou.
Marques Mendes referiu ainda que vai passar "o dia praticamente todo em casa, com a família", e a descansar, porque "a campanha foi muito violenta".
"Só voltarei a ligar a vida política lá para o fim da tarde", até ir para o hotel em Lisboa onde a candidatura vai acompanhar os resultados, pelas "seis, seis e meia da tarde".
Antes e depois de votar, o candidato cumprimentou algumas pessoas com quem se cruzou.
As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00.
Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.
Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.
Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.
Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.