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Jorge Pinto pede aos portugueses que votem "massivamente"

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Foto Lusa

O candidato presidencial Jorge Pinto manifestou hoje "muita tranquilidade, felicidade e consciência tranquila" ao votar em Amarante, no distrito do Porto, e apelou aos portugueses para que votem "massivamente", lembrando os desafios internos e externos atuais.

"Com tantos desafios internos e externos é importante que os portugueses votem, votem massivamente, votem em consciência. Da minha parte, muita tranquilidade, muita felicidade, sentimento de dever cumprido e de consciência tranquila por ter consguido ou ter tentado elevar o debate, marcar a agenda com debates que interessam aos portugueses", disse Jorge Pinto.

O candidato falava aos jornalistas à chegada à Junta de Freguesia de Cepelos, no concelho de Amarante, de onde é natural, cerca das 11:00 quando foi votar numa eleição, a mais concorrida de sempre em Presidenciais, na qual vão a votos 11 candidatos.

"Agora, com toda esta informação, que os portugueses votem livremente, é tudo o que eu posso esperar", disse Jorge Pinto que é apoiado pelo Livre.

Insistindo na necessidade de votar nestas eleições, o candidato mais jovem destas eleições falou do tempo "incerto" que se aproxima.

"É importante decidir quem vai ser o próximo Presidente da República, repito, num tempo incerto, com grandes desafios nacionais e internacionais. Daí também a importância desta eleição. A República somos todos nós, a democracia somos todos nós, não há líderes provinciais, não há quem venha salvar a nossa República se não estivermos nós todos a querer lutar por ela diariamente", referiu.

Jorge Pinto considerou que existirem tantos candidatos é "um bom sinal" dado "tudo o que está em cima da mesa" até porque, acrescentou, "há muitas opções, há muitas coisas em causa e as pessoas com tudo isto provavelmente vão ser mais mobilizadas, vão ter mais vontade de votar".

"E espero que assim aconteça, porque baixar as taxas de abstenção é um bom sinal para a democracia, independentemente daquilo que depois for o resultado. Não podemos querer que as pessoas participem e depois acusá-las pelo seu sentido de voto. Aquilo que nos compete e aquilo que tentamos fazer com a minha candidatura foi mostrar às pessoas que há uma alternativa, que há um sentido de voto diferente para melhor e dar-lhes essa possibilidade de voto", afirmou.

Questionado sobre temas que gostaria que ao longo das duas semanas de campanha tivessem sido mais debatidos, Jorge Pinto foi perentório: "a questão internacional".

"Deveria ter estado mais em cima da mesa, mas não posso alongar muito sobre isto, porque pode parecer um apelo ao voto e não é de tudo o que eu quero dizer. Mas parece-me que, olhando para aquilo que está a acontecer no mundo, olhando para as responsabilidades que um Presidente da República tem, desde logo como Comandante Supremo das Forças Armadas, teria sido importante que pudéssemos ter discutido um bocadinho mais a questão internacional", considerou.

Quanto a uma segunda volta, para Jorge Pinto -- que à entrada e saída da junta de freguesia, onde foi acompanhado pelos pais e pelo irmão, foi cumprimentado por muitos moradores da zona -- defendeu que o próximo Presidente da República não terá menos legitimidade se isso vier a acontecer.

"Não é por acaso que um Presidente da República tem de ser eleito com mais de 50% dos votos. É precisamente pela importância do cargo e é pela simbologia de ter mais de metade dos eleitores a apoiá-lo. Se acontecer numa segunda volta, é igualmente legítimo", afirmou.

Considerando que viveu o "privilégio de uma vida" por ter tido a oportunidade de fazer uma campanha a "falar diretamente para os portugueses".

"Espero bem que não se perca isto na política porque a partir do momento em que nos desligamos da nossa sociedade, a partir do momento em que perdemos a noção do privilégio que é fazer política e querer representar os nossos concidadãos, então já estamos a fazer um serviço muito mau à própria República", concluiu, revelando que agora passará o dia em família a comemorar o aniversário do pai e a ver o jogo do Amarante.

As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00.

Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.

Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.