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Líder do PCP espera que seja eleito um candidato que cumpra a Constituição

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Foto Lusa

O secretário-geral do PCP votou hoje para as presidenciais, indicando que este é um dia importante e que espera que as pessoas participem e garantam a eleição de um candidato que cumpra a Constituição portuguesa.

"Hoje é um dia importante, nós estamos a eleger o Presidente da República, que tem o dever constitucional de defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição, não é uma coisa qualquer", disse Paulo Raimundo em declarações aos jornalistas depois de depositar o boletim de voto na urna da secção 16 na escola básica de Alhos Vedros, no concelho da Moita, distrito de Setúbal.

Para Paulo Raimundo "é bom que as pessoas venham participar nesta decisão" e que garantam a eleição da pessoa que entenderem e que quem for eleito "seja obrigado a defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição".

O líder do PCP sustenta que um dia de votação é sempre um dia feliz porque permite que as pessoas façam as suas opções.

"Quando nós podemos vir votar, depois de tantos anos para garantir esse direito, e podemos sair da urna, neste caso, eu, com uma consciência completamente tranquila de que estou a fazer tudo para que a vida melhore, é um dia feliz, naturalmente", disse reforçando um agradecimento a todas as pessoas que neste dia garantem o funcionamento do ato democrático.

Paulo Raimundo adiantou que estas eleições presidenciais são as que têm uma maior imprevisibilidade, considerando que as pessoas devem também refletir qual o caminho a seguir depois do dia 19 de janeiro.

Questionado sobre se esse será um caminho difícil, o líder do PCP sustentou que Portugal precisa que nesse dia exista força para cumprir a Constituição portuguesa.

"O Presidente da República só tem como programa político a Constituição, ele jura defender, cumprir e fazer cumprir, nos seus vários artigos, não é só um ou outro, são todos. E portanto nós precisamos, é que no dia 19 tenhamos mais força, todos, para que se cumpra a Constituição. Vamos ver o que é que vai acontecer", salientou.

Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.

Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.

No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.

As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19:00.

Nos Açores, as mesas de voto abrem e encerram uma hora depois em relação à hora de Lisboa, devido à diferença horária.

Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 eleitores, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.