Sino comanda ritmo dos votos no Funchal
Afluência às urnas ronda os 12,5% nas primeiras duas horas
No Funchal, passadas duas horas da abertura das assembleias de voto, a afluência às urnas era baixa, a rondar os 12,5%, dava conta Ricardo Miguel Oliveira, em reportagem na Câmara Municipal, onde tradicionalmente votam muitas pessoas.
"Por aqui é o sino que comanda o ritmo dos votos. Ou seja, na freguesia da Sé, só depois das missas, quer na Catedral, quer na Igreja do Colégio, é que se perspectiva maior afluência, que por agora ronda os 12,5%", detalhava em declarações à TSF-Madeira.
A afluência fica, para já, um pouco abaixo de outros actos eleitorais com a finalidade de eleger o Presidente da República, eventualmente por se perspectivas uma ida à segunda volta daqui a três semanas, de acordo com as sondagens publicadas.
Nas três mesas de voto há uma média de 90 votantes: 91 na segunda mesa, 92 na terceira e 75 na primeira. Isto num total de 3.202 eleitores inscritos e com um acionamento de 144 que votaram antecipadamente.
Numa nota mais positiva, registe-se que a participação eleitoral que tem vindo a aumentar na Região. Em 2021 foi de 57,2%, embora mais baixa do que no País.
Uma nota também para o facto de, ao contrário de outras eleições, não se verificar grande presença de dirigentes políticos nas assembleias de voto.
Mais de 11 milhões de eleitores são hoje chamados a escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições para a Presidência da República muito disputadas e com recorde de 11 candidatos.
As mesas de voto abriram às 08:00 e encerram às 19:00, em Portugal Continental e na Madeira, fechando uma hora depois nos Açores, devido à diferença horários.
Assembleias de voto já abriram em Portugal Continental e na Madeira
As assembleias de voto para as eleições presidenciais abriram às 08:00 de hoje em Portugal Continental e na Madeira, encerrando às 19 horas.
De acordo com a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI), estavam inscritos nos cadernos eleitorais 11.039.672 eleitores à data de referência de 03 de janeiro.
Desses, 218.481 dos votantes recenseados no território nacional, incluindo Marcelo Rebelo de Sousa, inscreveram-se no voto antecipado em mobilidade, que aconteceu no passado domingo.
A 11.ª eleição para a Presidência da República desde a instauração da democracia em 25 de Abril de 1974 conta com um número recorde de candidatos (11).
São eles, de acordo com a ordem no boletim de voto, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), o músico Manuel João Vieira, Catarina Martins (apoiada pelo BE), João Cotrim Figueiredo (apoiado pela IL), o pintor Humberto Correia, António José Seguro (apoiado pelo PS), Luís Marques Mendes (apoiado por PSD e CDS-PP), André Ventura (apoiado pelo Chega), António Filipe (apoiado pelo PCP) e Henrique Gouveia e Melo.
O boletim de voto conta ainda com os nomes de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais - qualquer voto num dos três será considerado nulo.
Se algum candidato obtiver mais de 50% dos votos expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois concorrentes mais votados.
Esta é a 11.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.
Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).