Instituto Nobel reitera que Prémio é inseparável do seu destinatário
O Instituto Nobel reiterou hoje que o prémio é inseparável do seu destinatário e intransferível, depois de Maria Corina Machado ter entregado na véspera a Donald Trump a medalha do galardão da Paz, que recebeu em dezembro.
"A medalha e o diploma são símbolos físicos que confirmam que um indivíduo ou uma organização foram galardoados com o Nobel da Paz. O prémio em si, a honra e o reconhecimento permanecem inseparavelmente unidos à pessoa ou organização designados como laureados pelo Comité Nobel Norueguês", afirmou o Instituto em comunicado.
Independentemente do que aconteça com a medalha, o diploma e a dotação financeira correspondente, "continua a ser o laureado o que passa à história como recebedor do prémio", recordou a instituição.
O Instituto Nobel destacou que um laureado não pode repartir o prémio com terceiros nem transferi-lo depois de ter sido anunciado, nem o galardão pode ser revogado: "A decisão é formal e para sempre".
No texto, acrescentou-se: "O Comité Nobel Norueguês não considera que é o seu papel posicionar-se sobre os comentários dos laureados sobre o prémio da Paz ou os processos políticos em que estejam envolvidos. O prémio é outorgado na base das contribuições do laureado no momento em que o comité toma a sua decisão".
As decisões, declarações e ações posteriores do laureado "são da sua responsabilidade", recordou o Instituto Nobel.
Os estatutos da Fundação Nobel - encarregada de velar pelos prémios nas suas seis categorias - são omissos em relação ao que o laureado possa fazer com a medalha, o diploma ou o dinheiro, pelo que este "é livre de conservá-los, vendê-los ou dá-los".
O Instituto recorda que na história dos Nobel há pelo menos uma dezena de casos de dádivas ou vendas das medalhas e dos diplomas pelos respetivos ganhadores.