Sobe para 30 número de mortes provocadas por inundações na África do Sul
Inundações causadas por chuvas torrenciais na África do Sul já provocaram a morte de 30 pessoas, duas confirmadas hoje, e destruíram casas, estradas e pontes, anunciaram as autoridades sul-africanas.
As fortes chuvas que caem no nordeste da África do Sul desde o final do ano passado causaram várias mortes nas províncias de Mpumalanga e na vizinha Limpopo, sendo que hoje foram descobertos mais dois corpos a cerca de 300 quilómetros a norte de Joanesburgo.
Segundo a chefe do executivo local, Phophi Ramathuba, na província de Limpopo as chuvas já fizeram 11 vítimas mortais, desde dezembro.
Parte do território sul-africano está em alerta máximo pelos serviços meteorológicos do país, que preveem "novas chuvas torrenciais causando inundações generalizadas".
As inundações obrigaram o famoso Parque Nacional Kruger a fechar as portas aos visitantes desde quinta-feira e a retirar por via aérea visitantes e funcionários.
Imagens divulgadas pela Parques Nacionais da África do Sul (SANParks) mostram vastas áreas da reserva submersas por águas lamacentas, das quais apenas as árvores emergem, bem como edifícios inundados.
A província vizinha de Mpumalanga registou 19 mortes desde o início das chuvas violentas em novembro, disseram esta semana as autoridades provinciais.
"Os danos causados às nossas casas, às nossas infraestruturas e, o que é trágico, as vidas humanas perdidas são inestimáveis", disse Phophi Ramathuba, acrescentando que centenas de escolas não puderam abrir para o novo ano letivo e as infraestruturas de abastecimento de água e eletricidade foram gravemente danificadas.
No vizinho Moçambique, que também regista semanas de chuvas fortes, as populações das zonas baixas próximas da capital Maputo foram aconselhadas a sair para terrenos mais elevados na tarde de hoje.
Pelo menos oito pessoas morreram desde 21 de dezembro, de acordo com o Instituto de Gestão de Catástrofes (INGD).
"Estamos a socorrer pessoas e a distribuir ajuda alimentar", disse o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, salientando que a situação ainda estava a ser avaliada.