Em torno das Presidenciais

Há muitas pessoas que acham e outras simplesmente têm a percepção de que “Servir o País” é uma “Aposta” extremamente lucrativa.

Talvez não tanto como acertar no Euromilhões ou no Eurodreams pago mensalmente, mas para muito boa gente constitui um adquirir um “prémio” que lhe possibilita encarar a vida, em termos financeiros, desafogadamente.

Daí o verificarmos as “excursões “de partidos às Legislativas e cada vez maior o número de candidatos às eleições para a Presidência da República.

Contudo, sejamos bem claros, nada temos contra isso. Cada senhor (ou senhora) é livre de escolher o melhor meio para alcançar o bem-estar para a sua vida.

Há os que tentam através dos jogos de sorte e azar, nos investimentos na Bolsa ou noutra qualquer Aplicação - umas mais lucrativas do que outras – na esperança legítima de alcançarem uns maiores proventos.

Agora, se o povo diz que “Servir o País” é a melhor Aposta, talvez tenha razão, pois de facto, não há risco nenhum, não é preciso investir dinheiro ou seja o que for.

Uns tempinhos a convencer o povo de que deve acreditar e confiar no partido ou na sua pessoa, consoante o tipo da eleição, é, por vezes, o suficiente e o indispensável para o “prémio chorudo” ser arrecadado pouco tempo depois.

Claro que, no meio de tudo isto, há umas excepções que temos de considerar.

E o povo pensa assim por ver esta concorrência doida em torno das eleições .

Há pouco tempo para as Legislativas e agora para as Presidenciais e, cá para nós que ninguém nos ouve ou lê, a prosperidade relâmpago de alguns políticos.

Bom, mas falando destas eleições para eleger o Presidente da República, é curioso notarmos de que nunca houve tantos candidatos, e, paradoxalmente, nunca o eleitorado teve tanta dificuldade em escolher uma personalidade para ocupar o cargo.

De facto, é estranho, mas, bem vistas as coisas, não há uma pessoa, uma personalidade que, digamos, sobressaia grandemente das demais.

Cada um com as suas ideias, tendências políticas, com as suas promessas, com os seus empenhos, com as suas vontades de mudança, de alterar o que está mal, com os seus sentimentos patrióticos e outras coisas mais, mas que no fundo tudo “espremidinho“ vem dar ao mesmo.

Os debates foram (quase) isto que mostraram, para além de vermos discutidos assuntos da alçada do governo que pouco ou nada tinham a ver com o Presidente da República, para não falarmos dos ridículos ataques pessoais.

Enfim, não somos bruxos, nem nos queremos alvorar em comentadores políticos - já há tantos por aí - mas na nossa modesta opinião as eleições têm tudo para ser mais um “fiasco “e se houver segunda volta já se vai votar no da Direita ou no da Esquerda mesmo que se reconheça que não seja a pessoa mais capaz.

Isto é o que pensamos, mas pedimos a Deus para estarmos enganados e na hora de votar Ele ilumine a consciência do eleitor para que vote no menos mau.

Se ao longo dos tempos tivéssemos olhado mais para as pessoas e menos para as lengalengas das Esquerdas e Direitas, o País estaria muito melhor do que está.

Juvenal Pereira