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Eleições Presidenciais País

Fafe espera filho da terra em Belém e já pensa em monumento para Mendes

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Foto MIGUEL A. LOPES/LUSA

O candidato presidencial Marques Mendes passou hoje pela sua terra Natal, Fafe, onde foi recebido com palmas e ouviu palavras de apoio, incluindo do autarca socialista, que disse já ter guardado um lugar no monumento de homenagem aos Presidentes.

A dois dias do fim da campanha eleitoral, a caravana rumou a Fafe para uma arruada no centro da cidade. Quando o candidato apoiado por PSD e CDS-PP chegou, acompanhado pela mulher, que tem feito a campanha ao seu lado, foi recebido por várias dezenas de pessoas, alguns dos quais seus conhecidos.

Muitos abordaram Marques Mendes para o cumprimentar e deixar-lhe palavras de apoio e incentivo nesta corrida presidencial, dizendo acreditar na vitória, incluindo o atual presidente da Câmara de Fafe, Antero Barbosa, eleito pelo PS, e dois antigos autarcas locais do mesmo partido, um dos quais, de idade avançada, que "saiu da cama com gripe" e disse que, por isso, tem "direito a um almoço no Palácio de Belém".

"Está combinado", prometeu Marques Mendes.

Entre os populares, um homem afirmou que Mendes "é o melhor candidato, de longe" e uma mulher manifestou-se convicta numa vitória: "O senhor vai lá, vamos ganhar".

A arruada seguiu pela praça principal desta cidade minhota, onde se encontra um monumento de homenagem aos chefes de Estado portugueses eleitos após o 25 de Abril de 1974.

Marques Mendes caminhou ao lado de placas com as fotografias de Ramalho Eanes, Mário Soares, Jorge Sampaio, Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa, na esperança de ser o próximo nome a constar ali.

"Simbolicamente, colocámos aqui um monumento para perpetuar a sua passagem pelo poder e esperamos agora que seja o próximo. Já lá está ali o lugar reservado para o doutor Luís Marques Mendes", afirmou o presidente da Câmara de Fafe.

Marques Mendes elogiou esta "ideia muito feliz" e admitiu que ser homenageado enquanto Presidente da República na sua cidade teria um simbolismo especial, mas recusou precipitações: "Vamos primeiro tratar de domingo".

Uns metros mais à frente, Luís Marques Mendes subiu a um banco de jardim para falar aos presentes, com a ajuda de um megafone que era segurado por um dos jovens da comitiva, vestido com um casaco verde com o símbolo da candidatura.

Falando com o presidente da Câmara a seu lado e a mulher sentada junto aos seus pés, o candidato agradeceu a presença dos apoiantes e disse ser um "gosto imenso" regressar à terra onde cresceu.

Algumas horas antes do início do jogo para os quartos de final da Taça de Portugal, que opôs o clube da terra ao SC Braga, e relativamente perto do local da partida, o candidato não quis fazer uma aposta sobre o resultado, por não se querer "meter em matéria de futebol".

"Prognósticos só no fim no jogo mesmo", afirmou.

Antes da chegada do candidato, o ambiente era de animação, com música a tocar e alguma dança por parte de apoiantes e dos jovens que acompanham a volta nacional de Marques Mendes.

E na pastelaria junto ao ponto de encontro para a arruada, alguns clientes comentavam o aparato e perguntavam quem vinha aí.

"Vem o pequenino, o nosso pequenino", ouviu-se.

Como de manhã, voltou a ser levado em ombros por dois apoiantes.

Antes, Marques Mendes almoçou na cantina da Universidade do Minho, em Braga, onde conversou com alguns estudantes, perguntando-lhes em que lhes poderia ser útil se for eleito Presidente da República.

"Não sei sabem, eu até sou sócio honorário aqui da Associação Académica da Universidade do Minho", contou.

À pergunta do candidato, os alunos deram várias respostas: "Que as propinas não voltem a subir", "habitação mais acessível", "melhores condições nas residências".

"Era isso que eu queria ouvir. Ouvir as vossas sugestões, que é útil. É útil ficar com essas opiniões, afirmou, com as preocupações dos estudantes a não divergirem muito nas outras mesas.