DNOTICIAS.PT
Mundo

Justiça iraniana anuncia julgamentos sumários e execuções para manifestantes detidos

Foto Shutterstock
Foto Shutterstock

O responsável máximo pela Justiça iraniana, Gholamhossein Mohseni-Ejei, anunciou hoje julgamentos sumários e possíveis execuções para as pessoas detidas por terem participado nos recentes protestos contra o atual regime da República Islâmica persa.

Organizações não governamentais têm relatado mais de 2.500 mortos nas manifestações que começaram em 28 de dezembro por todo o território daquele país do Médio Oriente.

O presidente norte-americano, Donald Trump, tem avisado que os Estados Unidos da América (EUA) podem intervir militarmente no caso de haver vítimas mortais dos protestos, após já terem apoiado a guerra de 12 dias de Israel contra Teerão, em junho.

"Se quisermos fazer o trabalho, temos de fazê-lo já. Se quisermos fazer alguma coisa, temos que fazê-la rapidamente", disse Mohseni-Ejei, acrescentando que, "se demorar dois ou três meses, não terá o mesmo efeito".

Trump declarou mais recentemente que se as autoridades iranianas "fizerem algo assim", os EUA vão "tomar medidas muito fortes".

Entretanto, ativistas 'anti-ayatollah', o regime teocrático surgido com a revolução de 1979, anunciaram hoje que a empresa de telecomunicações Starlink, do norte-americano Elon Musk, que já fez parte da Administração Trump, estava já a proporcionar serviços gratuito no Irão, onde a Internet tem estado bloqueada desde 08 de janeiro.

As chamadas via telefone para o estrangeiro foram permitidas na terça-feira, mas ainda não são possíveis contactos de países estrangeiros para o Irão.