Albuquerque reforça acção directa pela libertação de madeirenses
Presidente diz que só a diplomacia activa pode desbloquear detenções na Venezuela
O presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, reforçou publicamente o seu empenho pessoal na libertação de cidadãos de origem madeirense detidos na Venezuela, sublinhando que este tipo de situações só se resolve com acção política e diplomática concreta, e não com declarações mediáticas.
Em resposta às garantias dadas pelo director regional das Comunidades e Cooperação Externa, Sancho Gomes, Albuquerque afirmou que o Governo Regional está a agir “junto das instâncias competentes”, nomeadamente através de contactos com o ministro dos Negócios Estrangeiros, o secretário de Estado das Comunidades, o embaixador de Portugal na Venezuela e as autoridades diplomáticas dos Estados Unidos da América.
“O que é importante é perceber que estas coisas não se resolvem em casa a ver televisão, nem a falar nas televisões. Resolvem-se com acção”, afirmou o presidente do executivo madeirense, acrescentando que já tomou iniciativas directas, incluindo o envio de uma carta ao embaixador dos Estados Unidos, país que considera determinante no actual processo político venezuelano.
Miguel Albuquerque disse acreditar que a libertação dos detidos “tem de acontecer” e manifestou total solidariedade para com os cidadãos visados, considerando inadmissível que, num país que se deseja democrático, continuem a existir detenções por razões políticas. “Estou completamente por eles”, afirmou, defendendo que devem ser feitas todas as diligências junto dos governos nacional e norte-americano para acelerar o processo.
O chefe do Governo Regional reiterou que o seu compromisso é claro e activo, assegurando que continuará a intervir por todas as vias diplomáticas possíveis até que os madeirenses detidos possam regressar em liberdade.