Deputado do PSD divulga lista extraoficial de cidadãos com nacionalidade portuguesa detidos na Venezuela
O deputado social-democrata Carlos Fernandes tornou pública, nas redes sociais, uma lista extra-oficial de cidadãos com nacionalidade portuguesa ou dupla nacionalidade que estarão actualmente detidos na Venezuela, apelando à libertação imediata de todos e a uma actuação firme por parte das autoridades portuguesas.
Segundo o parlamentar, a informação foi confirmada de forma não oficial junto de algumas ONG e de contactos ligados ao chamado Comando com Venezuela. Carlos Fernandes sublinha, contudo, que se trata de dados obtidos fora dos canais diplomáticos formais, pelo que não existe, até ao momento, confirmação pública oficial por parte do Governo português ou das autoridades venezuelanas.
De acordo com a lista divulgada, os cidadãos identificados são:
Adrian Leonardo de Gouveia de Sousa, venezuelano e português, militar na reserva, detido em Caracas a 18 de Janeiro de 2024, encontrando-se no antigo Ramo Verde, actualmente designado CENAPROPEMIL.
Manuel Enrique Ferreira Gonzalez, português e venezuelano, civil, detido no estado de Lara a 19 de Julho de 2025, encontrando-se nas instalações da Polícia Nacional Bolivariana em San Agustín.
Héctor Mario Ferreira Domingues, português e venezuelano, civil, detido em Caracas a 9 de setembro de 2022, internado no estabelecimento prisional Rodeo II.
Carla Rosaura Da Silva Marrero, portuguesa e venezuelana, civil, detida em Caracas a 5 de Maio de 2020, internada em Las Crisálidas.
Juan Francisco Rodríguez Dos Ramos, português e venezuelano, militar na reserva, detido em Caracas a 2 de Outubro de 2019, internado no Rodeo I.
Jaime Orlando Dos Reis Macedo, português e venezuelano, civil, detido em Julho de 2025, retido nas instalações da Polícia Nacional Bolivariana em La Yaguara.
Fernando Venâncio, português e venezuelano, civil, detido a 4 de Agosto de 2024, em Turmero, no estado de Aragua, encontrando-se retido nas instalações do CICPC de Turmero.
Na publicação, o deputado social-democrata afirma que estes casos “não podem continuar no silêncio” e defende que o Estado português deve intensificar todos os esforços diplomáticos e consulares para garantir a protecção dos seus cidadãos, o respeito pelos direitos humanos e o acesso a informação clara sobre a situação de cada um dos detidos.
A divulgação desta lista surge num contexto de crescente preocupação da comunidade luso-venezuelana, que tem vindo a denunciar detenções prolongadas, falta de garantias processuais e dificuldades no acesso a apoio consular. Carlos Fernandes termina a sua mensagem com um apelo directo: “Liberdade para todos”, exigindo que estes casos sejam acompanhados com urgência e prioridade política.