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Regionais 2025 Madeira

José Manuel Rodrigues desiludido com o ‘chumbo’ do PS ao "lapso técnico"

Em causa o acordo falhado em São Bento sobre a aplicabilidade da nova lei eleitoral

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O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira diz estar desiludido que a tentativa do seu homólogo da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, para um acordo entre os partidos na Assembleia da República para que a nova lei eleitoral entrasse em vigor na próxima eleição Regional antecipada tenha sido inviabilizado por causa do PS.

“Tenho muita pena que o acordo tenha falhado”, foi a primeira reacção de José Manuel Rodrigues ao DIÁRIO. “Não sei se ainda será possível no âmbito das competências de outros órgãos de soberania ultrapassar a questão, mas se não for, lamento que a nova lei eleitoral não entre em vigor, sobretudo porque as alterações previstas vinham combater a abstenção, a descrença e o desencanto perante a política, e era uma forma de haver o voto em mobilidade e sobretudo dirigia-se aos milhares de estudantes que temos fora da Região e que poderiam votar nestas eleições”, sublinhou.

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Acordo para a lei eleitoral falha em São Bento

PS terá impedido a unanimidade

Não se corrige "trapalhada" e "erro político grosseiro" com medida "ilegal e inconstitucional"

O deputado socialista eleito pela Madeira à Assembleia da República, José Miguel Iglésias, justifica o 'chumbo' do PS à medida de resolução do imbróglio legislativo que impede que os madeirenses votem em mobilidade e as listas candidatas às próximas eleições de 23 de Março tenham, necessariamente, que cumprir a paridade entre homens e mulheres, como uma correcção que seria "ilegal e inconstitucional".

Caso a nova lei não entre em vigor nas eleições agendadas para 23 de Março, a única alteração prevista na nova lei eleitoral que poderá ainda ser integralmente cumprida é a regra da paridade de género. Essa é pelo menos a convicção de José Manuel Rodrigues, o também presidente do CDS-PP Madeira. “Julgo que aí todos os partidos cumprirão, mesmo que a lei não entre em vigor”.

O que não invalida a decepção, sobretudo por ainda não ser desta que na Madeira seja permitido o voto antecipado em mobilidade.

“É uma desilusão porque a Assembleia Legislativa fez tudo e aprovou por unanimidade a revisão da lei eleitoral, a Assembleia da República colaborou também apressando os seus trabalhos e aprovando também por unanimidade a iniciativa legislativa, o senhor presidente da República também foi muito sensível e esperou que essa lei eleitoral fosse aprovada para então marcar as eleições, infelizmente houve um lapso técnico que levou a esta situação, o que eu lamento porque provocou uma desilusão em todos aqueles que há muitos anos lutavam pela alteração à lei eleitoral”, concretizou José Manuel Rodrigues.

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