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Mais de 8 mil pessoas continuam deslocadas desde o sismo no centro do Japão

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Foto Reuters

A prefeitura de Ishikawa, no centro do Japão, conta mais de oito mil desalojados, três meses depois do sismo que atingiu a região e matou 244 pessoas, mas alerta que só tem 900 casas para abrigar esse grupo.

As autoridades da região, na península de Noto, só conseguem atualmente satisfazer 11,5% dos 7.800 pedidos de alojamento temporário, de acordo com os últimos dados fornecidos pela prefeitura.

Este número que fica muito aquém dos 100% que as autoridades pretendem atingir em agosto, pelo menos sete meses após o acidente, noticiou a emissora japonesa NHK.

Os números oficiais confirmaram que 8.109 pessoas continuam deslocadas devido ao terramoto, metade das quais estão em centros distantes dos locais de origem.

No norte da península, 7.860 habitações e empresas mantêm-se sem água corrente, a maior parte das quais nas cidades de Suzu e Wajima e nas localidades de Noto e Anamizu.

Três meses depois da catástrofe, os esforços estão concentrados na construção de habitações para quem perdeu as suas casas, no restabelecimento do abastecimento de água, na remoção dos escombros das casas demolidas e na recuperação das empresas locais.

Um número crescente de habitantes da zona afetada está a sair da região, apresentando razões como emprego, educação dos filhos e falta de perspetivas de reconstrução das casas danificadas.

A atividade sísmica continua na zona, embora com menor intensidade, tendo sido registados 1.771 tremores de magnitude 1 ou superior na região desde 01 de janeiro.

Apesar da diminuição do número de sismos, a Comissão de Investigação de Terramotos do Governo japonês continua a alertar para a possibilidade de fortes abalos e tsunamis no futuro.