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Presidente dos CTT recusa que número de trabalhadores tenha diminuído

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O presidente executivo dos CTT recusou hoje, no parlamento, que o número de trabalhadores tenha vindo a cair ao longo dos anos, lembrando que, entre 2015 e 2021, variou de 12.057 para 12.616.

"O número de colaboradores dos CTT, entre 2015 e 2021, variou de 12.057 para 12.616 e o número de trabalhadores da unidade de correio e outros variou de 9.651 para 10.118", detalho João Bento, em resposta aos deputados, durante uma audição parlamentar na comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação.

Assim, o presidente executivo dos CTT notou não ser correto afirmar que "o emprego tem baixado", embora tenha ressalvado que, se tal acontecesse, seria normal.

Neste sentido, lembrou que 70% das receitas e mais de 100% da margem dos CTT vinham do segmento correios e que, em 2021, 49% da receita vem do correio, enquanto a margem caiu para 17%, percentagens que devem recuar já este ano.

"A ideia de que os CTT deixaram de ser o que eram está errada. O nosso papel durante a pandemia deve orgulhar-nos. Em Espanha, fecharam, deixaram de fazer encomendas", acrescentou.

Questionado, novamente, sobre as estações encerradas, João Bento reconheceu que algumas não voltaram a abrir, mas indicou que alguns postos recebem, em média, por dia, menos de um cliente.

O presidente executivo dos CTT já tinha anunciado, na mesma audição, que, entre 2001 e 2014, foram encerrados 1.528 pontos em Portugal, sendo que a partir daí e até ao ano passado, o número de pontos aumentou 57%.