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Venezuela aceita ser garante em negociações e acordos de paz na Colômbia

Foto Schneyder MENDOZA/AFP
Foto Schneyder MENDOZA/AFP

O Presidente da Venezuela aceitou, na terça-feira, o pedido do homólogo colombiano para ser o "garante das negociações e acordos de paz da Colômbia" com os guerrilheiros do Exército de Libertação Nacional (ELN).

"Ao Presidente Gustavo Petro e à Colômbia dizemos: a Venezuela aceita o caráter de garante das negociações e acordos de paz da Colômbia com o ELN e colocaremos a nossa melhor vontade, em nome de Deus, o Pai Todo-Poderoso, para a paz total da Colômbia", disse Nicolás Maduro, durante uma cerimónia transmitida pelo canal estatal Venezolana de Televisión (VTV).

Maduro disse ter recebido o pedido de Petro numa carta, na segunda-feira, e estar disposto, "mais uma vez", a participar no processo de negociação.

"A Venezuela está empenhada na paz, segurança e estabilidade na Colômbia, e a paz na Colômbia é paz na Venezuela, paz na América do Sul, paz em todo o continente", sublinhou.

A nação produtora de petróleo já tinha sido um garante das negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), realizadas em Cuba, entre 2012 e 2016.

Desde que assumiu a presidência, Petro restabeleceu as relações diplomáticas com a Venezuela e propôs promover a "paz total", uma proposta ambiciosa para se sentar e negociar com os grupos armados ilegais que ainda operam no país e chegar a um acordo como o alcançado com as FARC.

De momento, foram feitos progressos na decisão de retomar as negociações com o ELN, embora Petro assegure ter recebido cartas de outros grupos que indicaram pretender aderir ao processo.