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Tudo em transformação

Continuamos a assistir a uma guerra perto de nós, onde todos os dias morrem pessoas

A pobreza aumenta em toda a sociedade, não só pelo número de pobres e desempregados/as que são um flagelo muito grande, porque a maioria destas pessoas não tem o mínimo para sobreviver, mas também, sobretudo, pelo número dos/as que trabalham e recebem cada vez menos, porque o custo de vida é alucinante e parte dos seus rendimentos são retidos para pagar impostos ao Estado.

Vivemos ainda em pandemia. Basta estarmos atentos/as ao que se passa à nossa volta: cada vez mais mortes e internamentos, com famílias inteiras a serem infetadas. Os responsáveis pela saúde continuam a dizer que está tudo a correr bem. Mas tudo bem como? A pandemia na Região ainda está longe de ser controlada e, por isso mesmo, deviam existir medidas preventivas mais eficazes, e sérias, para podermos acreditar em quem nos governa e tem a nossa saúde nas mãos.

A sociedade começou a funcionar como se nada de anormal se passasse, como se o nosso objetivo prioritário fosse o de voltar a termos tudo o que tínhamos antes. Então volta a noite aberta, com tudo o que isso implica em problemas sociais, alguns dos quais têm sido noticiados, como as agressões devidas à ingestão de álcool e drogas, sobretudo em camadas da população cada vez mais jovens. Quem nos governa devia saber gerir esta situação por forma a criar responsabilidades nos “donos da noite” e, também, alterar os horários de funcionamento, pois os atuais afetam as populações que vivem perto dos locais de diversão noturna. A juventude é o futuro, então saibamos cuidar dela com responsabilidade, permitindo que se divirta, mas incutindo o espírito de que a diversão nos alimenta o corpo e a alma, desde que seja com regras mínimas de estar em sociedade, sobretudo em tempos de pandemia, de guerra e no respeito entre as pessoas.

Continuamos a assistir a uma guerra perto de nós, onde todos os dias morrem e são feridas milhares de pessoas. Movem-se os meios diplomáticos e políticos, mas o problema é que um ditador como o Putin continua impávido e sereno a brincar à guerra como quer e entende. Os outros parecem peões à sua volta, o que não deixa de ser assustador para os habitantes deste mundo que é o nosso. E já estamos a pagar as faturas da guerra. Veja-se o aumento dos combustíveis e as implicações do mesmo em toda a nossa economia. Esta Europa não consegue dar resposta, porque nunca se preocupou em ser autossuficiente em tudo o que seja matéria prima importante para a nossa sobrevivência, enquanto cidadãos Europeus. No entanto, soube criar oportunidades para os donos do dinheiro fugirem a pagar todos os impostos que deviam pagar nos seus respetivos países. Esta é a maior vergonha da Europa dos/as pobres.

Para fechar o círculo, temos uma possível erupção vulcânica a caminho em território português, com todas as consequências que poderá ter na população local da Ilha de S. Jorge e arredores. A minha inteira solidariedade e desejo para que tudo corra pelo melhor.